Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp – Foto: Pixabay
De acordo com informações do Itaú BBA, o fortalecimento do real frente ao dólar e o clima seco e quente no Brasil impulsionaram os preços do café arábica em Nova York, embora os valores em reais tenham se mantido relativamente estáveis. A falta de chuvas entre fevereiro e a primeira quinzena de março impactou negativamente a granação dos grãos de arábica e robusta, dificultando a adubação das lavouras. Apesar da previsão de retorno das precipitações nos próximos dias, há risco de nova frustração na produtividade, com grãos menores e maior necessidade de cerejas para beneficiar uma saca, realidade que só será confirmada no segundo semestre.
Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp no início de fevereiro para USD 3,95/lp em 19 de março, uma alta de 4,4%. No entanto, com a desvalorização de 4,4% do dólar no período, cotado a R$ 5,65/USD, os preços em reais subiram apenas 0,8%. Já o robusta em Londres recuou 2,6%, reduzindo o preço do conilon no Brasil em 2,7%, com negociações próximas de R$ 2.000/saca, enquanto o arábica opera ao redor de R$ 2.500/sc. Mesmo com os preços firmes, os fundos não comerciais reduziram suas posições líquidas compradas em 20% desde o fim de janeiro, totalizando 52 mil contratos em 11 de março.
No mercado de exportação, o fluxo desacelerou conforme esperado, passando de 4 milhões de sacas em janeiro para 3,3 milhões em fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2024, as exportações de robusta caíram 60%, enquanto as de arábica recuaram 2%. Apesar disso, o total exportado na safra 2024/25 (julho a fevereiro) ainda registra alta de 8,9% frente ao ciclo anterior. No entanto, os últimos três meses apresentaram retrações nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando uma possível desaceleração no comércio internacional de café brasileiro.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 03/04/2025 às 06:03h.