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Delegado descarta tiro acidental contra esposa e indicia marido por feminicídio


Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil concluiu que o disparo que matou Roseni da Silva Karnoski, de 52 anos, atingida por um tiro de espingarda calibre 12 no peito, não foi acidental, como chegou a alegar o companheiro e principal suspeito, Valdecir Karnoski.

O crime ocorreu na comunidade do Ranchão, em Nova Mutum, onde o casal vivia há quase 30 anos. O delegado responsável pelo caso, Jean Paulo Nascimento, após reconstituir o cenário com o apoio da Perícia Oficial e ouvir testemunhas, decidiu autuar o homem em flagrante por feminicídio.

“Diante do cenário, resolvi fazer o flagrante pelo crime de feminicídio. Ele é uma pessoa experiente com arma de fogo, conhece o funcionamento, e essa espingarda calibre 12 exige uma manobra efetiva para que ocorra o disparo”, afirmou o delegado.

A vítima foi atingida enquanto, possivelmente, estava deitada, e ainda tentou se defender. “A palma da mão dela estava muito ferida, o que indica uma provável lesão de defesa”, completou.

A investigação aponta ainda um histórico de violência doméstica, agravado pelo consumo de álcool. Em 2021, Roseni chegou a registrar boletim de ocorrência contra Valdecir, após ele atirar em sua direção durante uma discussão.

O caso originou um processo judicial e levou à cassação do registro de CAC (colecionador, atirador e caçador) do suspeito. Ainda assim, ele mantinha armas em casa em nome da esposa.

No dia do crime, Valdecir estava embriagado e, segundo testemunhas, apresentou várias versões para o ocorrido. Primeiro afirmou que Roseni teria se matado, depois mudou o relato dizendo que o disparo foi acidental enquanto manuseava a arma. “Ele mudou de versão diversas vezes, não havia coerência no que dizia, e estava visivelmente embriagado quando foi conduzido à delegacia”, relatou o delegado.

A espingarda calibre 12 usada no crime tem munição do tipo “chumbinho”, que provoca lesões internas extensas. Os projéteis entraram pelo peito e se alojaram no abdômen da vítima, indicando uma trajetória descendente, segundo a perícia.

A prisão preventiva de Valdecir será solicitada. Durante a abordagem policial, o homem resistiu à prisão e ameaçou tirar a própria vida. “Foi necessária uma negociação de mais de 40 minutos com a Polícia Militar para que ele se entregasse. Desde então, ele segue afirmando que pretende se matar por conta da ‘cagada que fez’”, disse o delegado.

O casal tinha duas filhas adultas. Familiares relataram que Roseni vivia sob medo constante, principalmente quando o marido consumia bebidas alcoólicas. “Os parentes que se dispuseram a falar confirmaram que ele era violento, dominante, e já havia agredido antes”, concluiu o delegado.

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