O caso mais severo foi o de Rio Bonito do Iguaçu
Na sexta-feira, 07 de novembro, ao menos oito tornados foram confirmados nos dois estados, com destaque para os municípios de Rio Bonito do Iguaçu (PR), Xanxerê (SC), Faxinal dos Guedes (SC), Guarapuava (PR) e Turvo (PR). A estimativa é que o número de tornados possa ser ainda maior, especialmente em áreas isoladas. O caso mais severo foi o de Rio Bonito do Iguaçu, onde o tornado foi classificado preliminarmente como F4 na escala Fujita, com ventos entre 331 km/h e 419 km/h — um marco inédito nas últimas décadas no Brasil.
As consequências foram devastadoras: aproximadamente 90% da cidade foi destruída, com casas completamente demolidas, árvores tombadas e veículos lançados a grandes distâncias. Foram confirmadas ao menos seis mortes, centenas de feridos e mais de mil pessoas desabrigadas.
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Imagens de satélite processadas pelo Laboratório Lápis evidenciam o impacto do fenômeno, mostrando bairros inteiros transformados em pilhas de escombros. Câmeras de segurança em cidades catarinenses flagraram casas sendo arrancadas do chão em questão de segundos, ressaltando a intensidade e a imprevisibilidade do fenômeno.
O sistema PREVOTS (Previsões Convectivas e Ocorrências de Tempo Severo), desenvolvido por uma parceria entre a UFSM, INPE e a base de dados SAMHI, vem oferecendo previsões experimentais para o centro-sul do Brasil com base em modelos probabilísticos e relatos da Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT). No entanto, como destaca Gabriel Rodrigues, a previsão de tornados ainda enfrenta limitações técnicas: menos de 30% das supercélulas monitoradas resultam efetivamente em tornados.
Agrolink – Aline Merladete
Publicado em 10/11/2025 às 09:47h.
