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Após uma temporada marcada por queda de desempenho, eliminações precoces e rebaixamento, o Cuiabá reconhece que encerrará 2025 com prejuízo. A redução drástica das receitas e o aumento dos custos na Série B agravaram o cenário. “A Série B é uma bolha”, alertou o presidente Cristiano Dresch, ao comentar o desequilíbrio financeiro da competição.
O fracasso esportivo veio acompanhado de um descompasso nas contas. Eliminado cedo na Copa do Brasil, sem o título estadual e com uma campanha discreta na Série B, o clube ainda não fechou oficialmente o balanço, mas admite que o ano terminará no vermelho.
A queda de receita foi significativa. Entre direitos de transmissão — cerca de R$ 4,6 milhões — repasses da Liga Forte Futebol, placas de publicidade, premiações e pouco mais de R$ 649 mil arrecadados em bilheteria (média de 2.378 torcedores por jogo), o Dourado operou com valores bem inferiores aos registrados na Série A.
No Campeonato Mato-Grossense, todas as partidas disputadas na Arena Pantanal geraram prejuízo. Do duelo contra o Mixto até a final contra o Primavera, o clube acumulou mais de R$ 135 mil em perdas apenas no Estadual.
A situação na Série B seguiu o mesmo padrão. Mesmo em jogos de maior apelo — contra Goiás, Athletico, Coritiba, Novorizontino e Remo —, o Cuiabá registrou déficits entre R$ 43 mil e R$ 66 mil por partida, com média negativa de R$ 56.464.
Dresch voltou a criticar a estrutura financeira da competição, apontando um descontrole entre gastos e receitas. “A Série B está inflacionada. Tem jogador ruim ganhando 150 mil por mês. No Cuiabá, tem atleta que ganha 3 ou 4 mil e entrega muito mais que gente recebendo 200 mil”, afirmou. Segundo o ge, a folha salarial do elenco girou em torno de R$ 2,2 milhões.
Diante do cenário, o clube reforça a aposta na formação de jogadores como estratégia de sustentabilidade e competitividade. Na reta final da Série B, a equipe atuou com média de idade Sub-25, com destaques como Calebe, Denilson, Juan Christian, Victor Barbara, David, Marcelo, Luis Soares, Gabriel Mineiro, Jadson e Nathan Cruz.
A diretoria admite que deve negociar atletas na próxima janela de transferências. Mateusinho, Denilson, Max e Derik Lacerda estão entre os nomes que podem movimentar o mercado. Para Dresch, o caminho é seguir com pés no chão: “Não adianta fazer loucura. Depois quebra, e aí acabou o sonho.”
Fonte @gematogrosso | @pedrohlima7 e @barrossgabriiell
