Ex-proprietário da tradicional Mercearia Populina, ele deixa legado de trabalho, fé, gratidão e forte vínculo com a comunidade
Rondonópolis se despediu, nesta segunda-feira (22), de Alcindo Tazinafo de Almeida, carinhosamente conhecido como Populina, figura querida e admirada por familiares, amigos e por muitos moradores da cidade. Sua partida marcou profundamente quem conviveu com ele e reconhece nele uma história construída com fé, dignidade, simplicidade e muito trabalho. O falecimento ocorreu no último domingo (21) na Santa Casa de Rondonópolis e o sepultamento no dia 22 no Cemitério da Vila Aurora.
Natural de Populina, no interior de São Paulo, Alcindo chegou a Rondonópolis por volta de 1989, determinado a construir uma vida sólida para sua família.
Aqui, ele abriu caminho com esforço e perseverança. Começou sua trajetória na cidade à frente do antigo Posto Viola — hoje Posto da Onça/Posto Lions — e, pouco depois, assumiu o que se tornaria uma de suas maiores marcas na cidade: o tradicional Bar e Mercearia Populina, próximo à Avenida Lions.
Mais do que um comércio, a Mercearia Populina se transformou em um ponto de encontro de gerações. Um lugar de amizade, boas conversas, risadas, histórias compartilhadas e convivência comunitária.
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Muitos moradores lembram que ali não se comprava apenas um produto: recebia-se atenção, acolhimento e respeito.
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A mercearia segue aberta até hoje, preservando o nome e o legado que se tornaram símbolo de honestidade e trabalho.
Casado há 46 anos com Sueli, Populina foi um marido dedicado, pai amoroso de Micheli e Francieli, e avô coruja de seis netos. A família era seu maior orgulho e sua razão de seguir em frente, mesmo nos momentos mais difíceis. De personalidade firme, mas coração generoso, ele construiu sua história baseada em valores como fé, gratidão e respeito ao próximo.
Ao longo da vida, enfrentou grandes desafios de saúde, incluindo um aneurisma em 1992 e, mais tarde, uma dura luta contra o câncer. Mesmo assim, manteve o espírito forte, a alegria de viver e a gratidão pelos pequenos momentos.
Tinha devoção por Nossa Senhora Aparecida, amava a praia, vibrava com o Santos, valorizava os encontros simples e cultivava prazeres cotidianos — como o tradicional misto quente dos fins de semana — que simbolizavam seu amor pela vida.
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A despedida de Populina deixa saudade, mas também um legado marcante: a certeza de que a grandeza de uma pessoa está na forma como ela trata os outros, no carinho que espalha, no exemplo que deixa e na história que constrói junto à comunidade.
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Populina não foi apenas um comerciante. Foi parte da identidade da região do Jardim Mato Grosso, parte da memória afetiva de muitos moradores e um nome que permanece vivo na história de Rondonópolis.
Descanse em paz, Populina. Sua trajetória continua presente na cidade, na família e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Fonte jornal a a tribuna de Rondonopolis
