BANNER-728X90-ANUNCIE-AQUI-AZUL

O agro não é dominado por quem planta, diz especialista

A análise divide esse ambiente em camadas

O poder no agronegócio global não se concentra apenas na produção, mas na coordenação das etapas que fazem a cadeia funcionar. A avaliação é de Nivio Domingues, Founder & Director at Samba Export Brazil Origin Commodities, ao analisar a estrutura de influência no setor.

Segundo o texto, quem planta é parte essencial do sistema, mas não necessariamente ocupa o centro das decisões. O comando estaria nas empresas capazes de financiar a cadeia, originar produtos, conectar fluxos, controlar logística, transformar matérias-primas e distribuir em escala. Nesse contexto, o agro pode parecer pulverizado, mas opera sob forte concentração em poucos grupos com capacidade de sustentar o funcionamento do mercado.

A análise divide esse ambiente em camadas. No topo estão os players globais sistêmicos, descritos como empresas cuja saída provocaria impacto imediato no fluxo físico, na logística internacional, nos preços globais e na segurança alimentar. Esses grupos atuam em escala transcontinental, têm acesso a capital, informação, infraestrutura e tecnologia crítica. Por isso, não apenas participam do mercado, mas ajudam a coordená-lo.

Em seguida aparecem os players globais relevantes, que influenciam a eficiência e a competição, mas não sustentam sozinhos o sistema. Caso deixem de atuar, o mercado sentiria os efeitos, embora pudesse se reorganizar com o tempo. Já os players regionais e nacionais garantem capilaridade, proximidade com o produtor e adaptação às realidades locais. Eles são fundamentais para o funcionamento diário do agro, ainda que não tenham o mesmo peso na engrenagem global.

O ponto central da avaliação é a diferença entre tamanho e poder. Exportar muito, ter receita elevada ou presença internacional não significa controlar o mercado. A influência sistêmica depende do controle de fluxos, do acesso à informação, da capacidade de antecipar demanda e da presença nos pontos críticos da cadeia.

Nesse modelo, o marketing dessas empresas não está apenas na propaganda, mas na arquitetura de mercado. A vantagem é construída por meio de escala, previsibilidade e domínio dos fluxos. No fim, mais do que vender, essas companhias moldam o sistema.

Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 30/04/2026 às 02:45h.

Compartilhar artigo:​

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

SRP News Cotação

Recent Posts

  • All Post
  • ACEDENTE DOMESTICO
  • Acidente de Trabalho
  • Agronegócio
  • Artes
  • CIDADANIA
  • Clima e Tempo
  • COMUNICADO
  • Deslisamento de Terra
  • Economia
  • Educação
  • esporte
  • Esportes
  • Festa/Social
  • GASTRONOMIA
  • GERAL
  • GOLPE
  • História
  • HISTORIA DE FAMILIA
  • INCÊNDIO
  • INOVAÇÃO/ TECNOLOGIA
  • INSEGURANÇA/EXCLUSÃO SOCIAL
  • Justiça
  • Laser
  • Luto
  • Mato Grosso
  • Meio Ambiente
  • Municipio
  • Nacional
  • NATUREZA
  • POLICIA
  • Policial
  • Política
  • Reconhecimento
  • RECONHECIMENTO NACIONAL
  • RELIGIÕES E CRENÇAS
  • Saúde
  • Segurança
  • TEMPORAL/DESTRUIÇÃO
  • Transito
  • VIOLENCIA

Junte-se à família!

Inscreva-se para receber uma Newsletter.

Você foi inscrito com sucesso! Ops! Algo deu errado, tente novamente.
Edit Template

‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Mt. 22:37

Contato

 Avenida Nossa Senhora Aparecida, S/N – Itanhangá (MT)

(65) 98415-2042

© 2024 Todos os direitos reservados