A situação também varia entre estados do Cerrado
A segunda safra de milho avança no Cerrado em uma fase considerada decisiva para o desempenho das lavouras. O ciclo ocorre em meio a desafios climáticos, pressão de pragas e efeitos do plantio realizado fora da janela ideal em parte das regiões produtoras. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a expectativa é que a segunda safra brasileira alcance 108,4 milhões de toneladas em 2025/2026.
No Mato Grosso, maior produtor nacional de milho, o plantio foi concluído, mas parte das áreas recebeu as sementes mais tarde devido ao atraso na colheita da soja. De acordo com a Conab, algumas localidades conseguiram compensar parte desse cenário com aumento da área plantada. Ainda assim, as lavouras apresentam estágios distintos de desenvolvimento, com áreas em brotação e outras já em florescimento, o que amplia a necessidade de monitoramento no campo.
A situação também varia entre estados do Cerrado. Segundo Manoel Álvares, gerente de inteligência de mercado da ORÍGEO, a irregularidade das chuvas no fim de 2025 afetou o calendário da soja no Maranhão e levou produtores a optar por culturas consideradas mais seguras. No Piauí, mesmo com parte do plantio fora da melhor janela e leve redução de área, as lavouras vêm apresentando bom desenvolvimento. No Tocantins, uma parcela significativa do milho também foi semeada mais tarde.
Para a ORÍGEO, o momento exige acompanhamento constante das lavouras, atenção ao clima e decisões planejadas. A evolução das plantas e o avanço de pragas estão entre os pontos que podem interferir no potencial produtivo.
“O milho é uma das culturas mais importantes do país. Planejamento, acompanhamento e decisões rápidas no campo fazem diferença para que o produtor consiga aproveitar melhor o potencial da safra e as oportunidades de mercado”, finaliza Manoel.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 20/05/2026 às 10:51h.
