Frigoríficos reduzem compras e preço cai
A cotação do boi gordo perdeu força em São Paulo nesta sexta-feira (15), de acordo com análise publicada pela Scot Consultoria no informativo “Tem Boi na Linha”. Os preços do boi gordo e do chamado “boi China” recuaram R$ 2,00 por arroba, enquanto as cotações das fêmeas permaneceram estáveis.
Segundo a consultoria, a queda não foi motivada por aumento expressivo na oferta de animais para abate, mas pela redução da demanda. Frigoríficos de maior porte diminuíram o ritmo das compras e passaram a tentar negociar abaixo das referências de mercado. O mesmo comportamento foi observado em unidades menores.
A Scot Consultoria destaca que a postura dos compradores reflete as incertezas em torno da demanda internacional por carne bovina e a proximidade do preenchimento da cota de exportação destinada à China. Ao mesmo tempo, o mercado interno registra aumento dos excedentes de carne, o que também contribui para pressionar os preços.
Com esse cenário, as escalas de abate em São Paulo ficaram, em média, em oito dias.
Na Bahia, o mercado operou com estabilidade. As cotações não registraram alterações ao longo do dia. De acordo com a análise, a oferta de bovinos ocorreu de forma escalonada, enquanto a demanda permaneceu moderada, mantendo o equilíbrio entre compradores e vendedores. No estado baiano, as escalas de abate atenderam, em média, entre 10 e 13 dias.
Já na região Noroeste do Paraná, o mercado iniciou o dia com ofertas R$ 3,00 por arroba abaixo das referências para o boi gordo e o “boi China”. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis.
A Scot Consultoria informa que a disponibilidade de bovinos foi suficiente para atender à demanda, sem gerar aperto na oferta. Por outro lado, os compradores demonstraram menor interesse nas aquisições, contribuindo para o movimento de baixa observado no mercado regional. As escalas de abate no Noroeste paranaense atenderam, em média, a 11 dias.
Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 17/06/2026 às 15:20h.
