Créditos Ari Miranda
Única News
Após permanecer mais de quatro décadas foragido da Justiça, Aluísio Farias Batista, de 68 anos, foi preso na última sexta-feira (26), em Cuiabá. Ele foi condenado por conduzir o ônibus que atropelou e matou 19 pessoas durante o Carnaval de 1984, em Natal (RN), episódio que ficou conhecido como a “Tragédia do Baldo”, um dos acidentes mais marcantes da história do Rio Grande do Norte.
O episódio chegou a ser reconstituído e exibido em rede nacional pelo programa Linha Direta, da Rede Globo, em dezembro de 2005.
A prisão de Aluísio foi realizada no bairro Jardim Presidente I, região Sul de Cuiabá, onde ele vivia discretamente com uma nova família. A ação foi resultado de uma operação integrada entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Polícia Civil de Mato Grosso e Polícia Federal.
Segundo as investigações, ele utilizava documentos falsos em nome de uma pessoa já falecida, para ocultar sua verdadeira identidade e evitar o cumprimento da pena e a localização do foragido foi possível após semanas de trabalho do Núcleo de Inteligência, que utilizou técnicas de reconhecimento facial e contou com o apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) para confirmar a identidade de Aluísio.
(Foto: Reprodução/Internet)
Ônibus dirigido por Aluísio no dia do crime.
Na época da tragédia – 25 de fevereiro de 1984 – Aluísio dirigia o ônibus de uma empresa de transportes quando o veículo ficou desgovernado e invadiu o bloco “Puxa-Sacos”, no bairro do Alecrim, em Natal, capital potiguar, deixando 19 mortos e dezenas de feridos – entre eles cinco sargentos da Polícia Militar e o neto do então senador Dinarte Mariz. Em razão da gravidade do episódio, o Governo do Rio Grande do Norte decretou luto oficial de três dias.
Em depoimento às autoridades, ele afirmou que o acidente ocorreu após precisar desviar de um veículo Volkswagen Fusca, o que teria impossibilitado evitar o atropelamento dos integrantes do bloco carnavalesco. O condenado também relatou que deixou o Rio Grande do Norte depois que o caso ganhou repercussão nacional no programa Linha Direta, mudando-se para Cuiabá, onde permaneceu escondido por vários anos até ser localizado e preso.
Após o cumprimento do mandado de prisão, Aluísio foi encaminhado à Polinter e deve ser recambiado ao Rio Grande do Norte para cumprimento da pena.
