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Inverno deve ser mais quente com avanço do El Niño

Padrão muda e temperaturas aumentam após frio recorde

Uma nova massa de ar polar deve manter as temperaturas baixas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste no início de julho. No entanto, informações do Meteored indicam que o cenário tende a mudar ao longo do mês, com temperaturas acima da média e um inverno mais quente no Brasil nas próximas semanas, em parte devido ao avanço do El Niño.

Junho foi marcado por temperaturas inferiores à média em grande parte do país, especialmente no Centro-Sul. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo registraram anomalias negativas de temperatura durante o mês, prolongando o padrão de frio observado ao longo do outono de 2026.

Segundo a previsão, a nova massa de ar frio continuará influenciando o tempo na próxima semana, mantendo o frio sobre boa parte do Centro-Sul e favorecendo a permanência das temperaturas abaixo da média nos primeiros dias de julho.

Apesar disso, o Meteored destaca que o restante do mês não deverá ser dominado pelo frio intenso. As projeções climáticas apontam para uma mudança no padrão atmosférico a partir da segunda quinzena de julho, após a passagem da massa de ar polar prevista para o início do mês.

Os modelos numéricos indicam que, ao longo de julho, o frio deve perder intensidade gradualmente. As áreas com anomalias negativas de temperatura tendem a diminuir de forma significativa, reduzindo a influência do ar frio sobre o território brasileiro.

Esse comportamento está associado ao enfraquecimento das massas de ar polar que conseguirão avançar pelo país durante o mês. As estimativas iniciais apontam que as temperaturas máximas poderão voltar a superar os 30°C em áreas da Região Sudeste na segunda metade de julho.

De acordo com o Meteored, esse cenário também começa a refletir os efeitos do El Niño, com a atmosfera respondendo ao aquecimento das águas oceânicas por meio de mudanças no regime de ventos e, consequentemente, na distribuição das chuvas nas próximas semanas.

As previsões ainda indicam que o fenômeno pode alcançar intensidade elevada. A média dos modelos dinâmicos aponta anomalias de até 2,7°C acima da média no Oceano Pacífico Equatorial, enquanto alguns cenários projetam desvios superiores a 3,5°C.

Em anos de El Niño, um dos efeitos característicos é o aumento das temperaturas médias em grande parte do Brasil. Segundo o Meteored, isso reforça a possibilidade de um inverno mais quente do que o normal, com temperaturas que podem até superar as registradas durante o outono.

Ainda conforme o instituto, o fenômeno também pode favorecer a ocorrência de ondas de calor mais intensas e novos recordes de temperaturas máximas entre 2026 e 2027.

Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 29/06/2026 às 10:06h.

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