Entre os principais riscos estão lagartas do gênero Spodoptera
A cultura da mamona atravessa uma fase de expansão no Cerrado, impulsionada pela perspectiva de forte aumento da produção nacional. O avanço, porém, amplia a necessidade de atenção ao manejo da lavoura, especialmente no controle de insetos, doenças e plantas daninhas que podem reduzir o potencial produtivo.
Segundo levantamento da safra 2025/2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção brasileira deve alcançar 159,8 mil toneladas, alta de 59,7% em relação ao ciclo anterior. A Bahia permanece como principal referência da cultura no país.
O acompanhamento durante todo o ciclo é apontado por Igor Borges, líder de sustentabilidade da ORÍGEO, como essencial para sustentar a produtividade. Entre os principais riscos estão lagartas do gênero Spodoptera, cujos danos começam com raspagens nas folhas e podem evoluir para perfurações, reduzindo a capacidade fotossintética das plantas.
Nesse cenário, a identificação precoce favorece o controle antes que as infestações provoquem perdas econômicas. Entre as soluções citadas pela empresa estão o inseticida Dimilin 480 SC, voltado ao controle de lagartas jovens, o fungicida Manzate WG, indicado contra doenças foliares, e o herbicida Trunfo, usado na dessecação antes do plantio e também antes da colheita.
“Os primeiros sinais são raspagens que podem evoluir para perfurações, reduzindo a capacidade fotossintética das plantas. Quanto mais cedo ocorre a identificação maiores são as chances de controlar a população da praga antes que elas provoquem perdas econômicas sérias. Aumentar a área de plantio também requer mais responsabilidade. O acompanhamento da lavoura e o uso das tecnologias adequadas evitam perdas e garantem que o produtor colha o que planejou no início do ciclo”, finaliza Igor Borges.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 02/07/2026 às 14:29h.
