Na carne bovina, a produção projetada de 7,6 milhões de toneladas poderia alcançar 11
A China poderia ampliar de forma expressiva a oferta de carnes sem aumentar o tamanho de sua atividade pecuária, caso elevasse a eficiência produtiva aos níveis observados em países de referência. Segundo Maurício Palma Nogueira, sócio-diretor da Athenagro, a conclusão faz parte de um relatório interno enviado pela consultoria a seus clientes.
O estudo comparou a produção estimada para 2026 com o volume que poderia ser alcançado a partir dos indicadores de produtividade de países usados como benchmarking. A análise não considerou expansão de rebanhos nem novos bens de produção, mas apenas um melhor aproveitamento da estrutura já existente.
Pelas projeções, a produção conjunta de carne bovina, suína e de aves passaria de 84,4 milhões de toneladas em 2026 para 153,8 milhões de toneladas. Esse avanço permitiria elevar o consumo per capita das três proteínas de 62,3 quilos para aproximadamente 109 quilos por habitante ao ano.
Na carne bovina, a produção projetada de 7,6 milhões de toneladas poderia alcançar 11,857 milhões, acréscimo de 4,257 milhões de toneladas. Para a carne suína, o volume subiria de 59,5 milhões para 87,975 milhões de toneladas, uma diferença de 28,475 milhões.
O maior ganho potencial apareceria na carne de aves. A produção estimada em 17,3 milhões de toneladas poderia chegar a 53,375 milhões, aumento de 36,075 milhões de toneladas. Os números indicam que a produtividade, sem expansão física da atividade, teria capacidade para alterar de maneira relevante a disponibilidade de proteína animal no país. As informações foram publicadas na rede social LinkedIn.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 08/07/2026 às 02:30h.
