No diesel, a recuperação dos estoques nos Estados Unidos ajudou a pressionar
O mercado de petróleo e derivados encerrou a semana sob pressão, refletindo mudanças na oferta global, recuperação de estoques e redução de parte dos riscos geopolíticos que sustentavam as cotações. Segundo análise da StoneX, o petróleo recuou diante do aumento das cotas da OPEP+, da reabertura gradual do Estreito de Ormuz e do avanço das liberações de reservas estratégicas coordenadas pela Agência Internacional de Energia.
O contrato mais ativo do Brent fechou a sessão de 2 de julho a US$ 71,80 por barril, com alta diária de 0,32%, mas acumulou queda de 0,60% na semana. O WTI recuou 0,78% no mesmo período. Ambos tocaram os menores níveis desde antes do início do conflito no Oriente Médio, em meio à expectativa de superávit de oferta no curto prazo.
No diesel, a recuperação dos estoques nos Estados Unidos ajudou a pressionar o diferencial entre o Heating Oil e o Brent, que caiu 1,9%, para US$ 61,5 por barril. Em sentido contrário, ataques ucranianos a refinarias russas reduziram a oferta de derivados da Rússia para os mercados europeu e atlântico. Estoques mais baixos no ARA e em Singapura, além das menores cotas chinesas para exportação de combustíveis, também limitam a disponibilidade de barris.
Na gasolina, o contrato mais ativo de RBOB fechou a quinta-feira a US$ 2,92 por galão, queda de 1,3% frente à sexta-feira anterior. O movimento ocorreu após o alívio do prêmio de risco geopolítico e em uma semana encurtada pelo feriado de 4 de julho nos Estados Unidos. Apesar da retração, o crack spread permanece elevado para o período, indicando um mercado norte-americano de gasolina ainda apertado.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 13/07/2026 às 02:45h.
