No Brasil, o IBC-Br avançou 0,1% em maio ante abril
O cenário econômico combina tensão externa com sinais frágeis de atividade no Brasil. Segundo o Rabobank, a escalada entre Estados Unidos e Irã voltou a ampliar o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, enquanto a inflação ao consumidor dos Estados Unidos recuou 0,4% em junho, na comparação mensal, puxada pela queda da gasolina.
Apesar do primeiro recuo mensal em seis anos, a inflação anual permaneceu elevada, com o índice cheio em 3,5% e o núcleo em 2,6%. Em depoimento ao Congresso, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, tratou a desaceleração como insuficiente para encerrar o esforço contra a alta dos preços e reforçou o compromisso com a meta de 2%.
No Brasil, o IBC-Br avançou 0,1% em maio ante abril, acima das expectativas de queda do mercado e do banco. O resultado indica modesta aceleração da atividade, mas a perspectiva segue fraca para o restante do ano.
O varejo também mostrou perda de fôlego. As vendas restritas cresceram 0,1% no mês e 0,4% em 12 meses, abaixo das projeções. Já o indicador ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e atacado de alimentos, recuou 0,2%. A avaliação é de possível desaceleração do setor, influenciada pela inflação de alimentos.
Nos serviços, houve queda de 0,4% em maio, após avanço no mês anterior. O recuo superou as expectativas e reforçou a percepção de estagnação, embora o ritmo geral ainda indique recuperação moderada.
No câmbio, o real encerrou a semana anterior a R$ 5,1119 por dólar, com desvalorização de 0,06% e o terceiro melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. O Rabobank projeta R$ 5,35 no fim do ano, diante da redução esperada do diferencial de juros, de possível recuperação global do dólar, da fragilidade fiscal e das incertezas eleitorais. A Colômbia divulgará na terça-feira dados de comércio e atividade de maio.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 22/07/2026 às 09:43h.
