O cenário externo também favoreceu a valorização
Os mercados de soja e milho encerraram a semana em alta, sustentados por uma combinação de demanda internacional, incertezas climáticas e tensões geopolíticas. Segundo a StoneX, o comportamento das cotações refletiu principalmente as condições das lavouras nos Estados Unidos e na Europa, além dos riscos ao comércio de grãos em áreas de conflito.
Na soja, o calor acima da média e a previsão de chuvas irregulares em importantes estados produtores norte-americanos mantiveram a preocupação com o desenvolvimento das lavouras em uma fase relevante do ciclo. Ao mesmo tempo, novas compras do grão dos Estados Unidos pela China reforçaram o suporte aos preços. Ainda assim, o mercado segue avaliando até que ponto o país asiático poderá ampliar os volumes adquiridos.
O cenário externo também favoreceu a valorização. As tensões no Oriente Médio impulsionaram o petróleo e contribuíram para o avanço do óleo de soja, por causa da relação com o setor de biocombustíveis. Já os conflitos na região do Mar Negro mantiveram elevados os prêmios de risco para os grãos e ajudaram a sustentar as cotações internacionais.
No milho, o clima também permaneceu no centro das atenções. Nos Estados Unidos, o calor intenso e a irregularidade das chuvas aumentaram as dúvidas sobre o potencial produtivo da safra em um período decisivo para as lavouras. Na Europa, o excesso de calor provocou forte deterioração das condições das plantações na França, um dos principais produtores do bloco, ampliando as incertezas sobre a oferta regional.
A situação no Mar Negro continuou gerando volatilidade. As dificuldades logísticas e os riscos para as exportações de grãos da Ucrânia deram suporte aos preços, embora sinais de negociação para a retomada do fluxo comercial tenham limitado avanços mais fortes.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 31/07/2026 às 02:45h
