No Rio Grande do Sul, os preços permaneceram relativamente firmes no porto
O mercado físico de soja começou agosto com negócios seletivos, preços pressionados em várias praças e produtores cautelosos diante dos custos logísticos e da incerteza cambial. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário de 3 de agosto de 2026 mostra diferenças regionais, mas um ponto comum entre os estados: a retenção de estoques e a preocupação com margens mais apertadas.
No Rio Grande do Sul, os preços permaneceram relativamente firmes no porto, enquanto os produtores condicionaram novas vendas a uma possível alta do dólar. No interior, Ijuí marcou R$ 135,87 por saca, Cruz Alta e Passo Fundo ficaram em R$ 136,00, Santa Rosa em R$ 132,50 e o porto de Rio Grande em R$ 148,00. O custo do frete, afetado pelo diesel e pelos impactos das chuvas, segue limitando a comercialização.
Em Santa Catarina, a liquidez foi baixa e os preços ficaram estáveis. O porto de São Francisco do Sul registrou R$ 147,00, enquanto Palma Sola marcou R$ 127,00, Rio do Sul R$ 128,00 e Abelardo Luz R$ 143,00. Parte dos produtores aguarda sinais sobre o clima da safra norte-americana antes de ampliar as vendas.
No Paraná, as quedas foram mais fortes em algumas praças do interior. Cascavel recuou para R$ 134,00, Maringá ficou em R$ 137,00, Ponta Grossa em R$ 134,00, Pato Branco em R$ 131,50 e Paranaguá em R$ 145,00. O dólar firme e a oferta spot restrita ainda sustentam parte das cotações, mas as margens da indústria permanecem pressionadas.
Em Mato Grosso do Sul, o frete de longa distância reduziu a rentabilidade, com preços entre R$ 122,50 e R$ 126,50. Em Mato Grosso, as cotações oscilaram de R$ 123,30 em Sorriso a R$ 131,40 em Rondonópolis. Nos dois estados, a logística, o diesel e os custos de insumos mantêm a cautela dos produtores para o próximo ciclo.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 04/08/2026 às 06:19h.
