O tempo seco limita o desenvolvimento da maioria das culturas
O interior do Brasil deve permanecer sob calor intenso e baixa umidade nos próximos sete dias, com impactos sobre lavouras e atividades de campo. As condições mais desfavoráveis são previstas entre Minas Gerais, MATOPIBA, Goiás, sul do Pará e Mato Grosso, onde o armazenamento de água no solo deve continuar abaixo de 20%.
O tempo seco limita o desenvolvimento da maioria das culturas, mas favorece trabalhos de colheita, como os do algodão. Segundo a Conab, Mato Grosso já retirou pouco mais de 22% da área semeada, enquanto Maranhão e Piauí superam 60%. Em Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul, leste do Paraná e sul de São Paulo, o armazenamento hídrico segue inferior a 60%.
“A baixa umidade e o calor previstos para o período nessas áreas são associadas principalmente a uma massa de ar quente e seco que impede o avanço das frentes frias sobre o interior do País “, explica Patrícia Cassoli, meteorologista da Ampere. Segundo a especialista, esse padrão atmosférico é característico desta época do ano.
A Ampere Meteorologia atribui o cenário a uma massa de ar quente e seco que dificulta o avanço de frentes frias pelo interior do País, padrão considerado comum nesta época do ano. No Brasil Central, a umidade relativa do ar deve variar entre 12% e 30%, elevando os riscos para a saúde, os cultivos e a ocorrência de queimadas.
No Rio Grande do Sul, a previsão indica temporais com granizo e rajadas fortes entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira. O excesso de umidade já atrasa atividades em lavouras de trigo. Em Mato Grosso do Sul, as chuvas também reduziram o ritmo da colheita de algodão na região central do estado.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 06/08/2026 às 02:59h.
