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Prefeitos do PL e de partidos adversários aderem a Pivetta

Edilson Antônio Piaia, prefeito de Campo Novo do Parecis e Emerson Sabatine, de Itanhangá

MARCOS LEMOS
Da Reportagem/O Diário de Cuiabá

Grupo de 17 gestores inclui dois eleitos pelo PL, partido de Wellington Fagundes, além de prefeitos do MDB, PSB e PRD; movimento amplia base municipal do governador para além da aliança eleitora

Edilson Antônio Piaia, prefeito de Campo Novo do Parecis e Emerson Sabatine, de Itanhangá

A campanha pela reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avançou sobre partidos que não integram sua aliança eleitoral e, em alguns casos, estarão no palanque adversário. Um grupo de 17 prefeitos declarou apoio ao governador, incluindo dois gestores eleitos pelo PL, legenda que trabalha com a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso.

As novas adesões ocorrem poucos dias depois de 133 dos 142 prefeitos do Estado assinarem uma carta de apoio a Pivetta e reforçam uma característica que começa a ganhar peso na disputa: a composição formal das coligações não está sendo reproduzida integralmente nos municípios.

O caso mais evidente está no PL.

Emerson Sabatine, prefeito de Itanhangá, permanece filiado à legenda e declarou apoio à reeleição de Pivetta. Edilson Antônio Piaia, de Campo Novo do Parecis, também foi eleito pelo PL, mas deixou recentemente o partido.

As adesões criam um contraste com a estratégia estadual da sigla. O PL trabalha para eleger Wellington Fagundes e, portanto, deverá ocupar o principal palanque adversário ao governador.

O movimento mostra que Pivetta procura construir uma rede municipal que ultrapassa as fronteiras partidárias e coloca a relação dos prefeitos com o Governo do Estado acima, em determinados municípios, do alinhamento definido pelas direções das legendas.

MDB e PSB também aparecem

A dissidência não está restrita ao PL. Entre os 17 prefeitos estão cinco do MDB, três do PSB e um do PRD.

Pelo MDB, anunciaram apoio João Filho Marques Rodrigues, de General Carneiro; Mariano Kolankiewicz Filho, de Água Boa; Volmir Bassani, de Santa Rita do Trivelato; Vanderlei Antônio de Abreu, de Porto dos Gaúchos; e Jacob André Bringsken, de Vila Bela da Santíssima Trindade.

No PSB, aderiram Reginaldo Martins Del Colle, o Narizinho, de Nova Nazaré; Júnior Contador, de Novo Santo Antônio; e José Pereira Maranhão, o Zé Maranhão, de Alto Boa Vista.

Valdinei Holanda Moraes, o Nei da Farmácia, prefeito de Juara, representa o PRD no grupo.

As adesões ajudam Pivetta a formar uma base eleitoral municipal mais ampla do que a composição partidária de sua candidatura e poderão produzir situações de palanque cruzado durante a campanha.

Aliados completam grupo

O levantamento inclui ainda seis prefeitos pertencentes a partidos alinhados ao governador.

Do União Brasil são Jadilson Alves, de Curvelândia; Marilda Sperandio, de Alto Taquari; Vilson Biguelini, de Canarana; e Valdemar Gamba, o Chico Gamba, de Alta Floresta.

João Rogério de Souza, prefeito de Nova Bandeirantes, representa o Republicanos, partido de Pivetta. Eder Marquis, de Arenápolis, é do PP.

O grupo alcança municípios de diferentes regiões, entre elas Araguaia, Norte, Noroeste, Oeste e Médio-Norte.

Prefeitos entram no centro da disputa

A movimentação reforça o papel que os prefeitos passaram a ocupar na estratégia eleitoral de Pivetta.

Os gestores municipais possuem estrutura política local, relação direta com vereadores e lideranças comunitárias e capacidade de mobilização nos municípios. Em cidades menores, esse peso tende a ser ainda maior pela proximidade entre a administração e o eleitorado.

A adesão de prefeitos de partidos adversários, entretanto, não significa necessariamente que as respectivas legendas tenham alterado sua posição na eleição estadual. São apoios individuais que podem contrariar a orientação das direções partidárias.

No PL, essa diferença tende a ficar mais exposta porque Wellington Fagundes disputa diretamente com Pivetta o Governo.

A questão agora é saber se os apoios permanecerão como movimentos isolados ou se haverá novas adesões durante a campanha.

Para Pivetta, ampliar a presença entre prefeitos permite compensar divisões partidárias e espalhar cabos eleitorais pelo interior. Para Wellington, a adesão de gestores ligados ao próprio PL cria o desafio de manter unificada a base municipal da legenda.

A disputa pelo Paiaguás, dessa forma, começa a produzir um mapa político diferente daquele desenhado apenas pelas coligações: partidos podem estar de um lado, enquanto seus prefeitos fazem campanha no outro.

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