As condições climáticas também pesam no resultado
O manejo de herbicidas na cana-de-açúcar exige escolha correta do produto, momento adequado de aplicação e atenção às condições do campo para ganhar eficiência e reduzir falhas. Segundo Guilherme Munhoz, engenheiro agrônomo, a estratégia começa pela identificação da planta daninha e pela definição do herbicida mais indicado, com uso na dose, época e condições recomendadas.
No pré-plantio incorporado, a aplicação ocorre antes do plantio, com incorporação ao solo, para controlar invasoras antes do estabelecimento da cultura. Na pré-emergência, o produto é usado após o plantio e antes da emergência das plantas daninhas, formando uma barreira química no solo. Já a pós-emergência é voltada às plantas nascidas, com ação sistêmica ou de contato. A catação química atende escapes, rebrotas e focos isolados.
O material reúne mecanismos como inibidores de ALS, Fotossistema II, PPO e EPSPS, além de auxinas sintéticas e inibidores da biossíntese de carotenoides. Entre as moléculas citadas estão sulfentrazone, clomazone, isoxaflutole, diuron, hexazinona, metribuzin, ametryn, tebuthiuron, glyphosate, 2,4-D, halosulfuron, imazapic, flazassulfuron, saflufenacil, carfentrazone, mesotrione, diclosulam e MSMA.
As condições climáticas também pesam no resultado. No pré-emergente, a umidade do solo favorece a ativação, enquanto excesso de chuva pode elevar o risco de lixiviação. No pós-emergente, a orientação é aplicar com o mato em crescimento ativo e evitar plantas sob estresse hídrico. O manejo de resistência inclui rotação de mecanismos de ação, alternância de estratégias, eliminação de escapes e integração de práticas químicas, culturais e mecânicas.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 02/09/2026 às 10:59h.
