Fred Moraes/ Gazeta Digital
Os candidatos ao Senado por Mato Grosso encerraram a primeira semana de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, apostando em temas populares e recentes do cotidiano, mas com estratégias distintas para conquistar o eleitor. Candidatos com mandato destacaram obras e recursos destinados ao Estado, os novatos apresentam propostas para segurança pública, combate à violência contra a mulher e críticas ao cenário político nacional.
José Medeiros (PL) começou o horário eleitoral. O bolsonarista utilizou o programa para apresentar ações realizadas durante o mandato de deputado federal. A propaganda percorreu cidades como Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Tangará da Serra e Sorriso, com destaque para emendas destinadas a obras e equipamentos públicos.
Também trouxe discurso de forte oposição ao governo federal, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defesa de nomes ligados ao campo conservador, como Flávio Bolsonaro (PL) e “prevendo” a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Janaina Riva (MDB) concentrou material focada em um dos principais temas de sua campanha: o combate à violência contra a mulher. A candidata lembrou que Mato Grosso enfrenta altos índices de mortes de mulheres e apresentou propostas voltadas à proteção das vítimas.
Entre as medidas citadas está a implantação do programa “Olho Vivo Mato Grosso”, com monitoramento facial em tempo real para auxiliar a polícia na localização de agressores que descumprirem medidas protetivas. Janaína também defendeu prisão perpétua para condenados por feminicídio e estupro.
A segurança também foi o principal eixo da propaganda de Margareth Buzetti (PP). Ela destacou a autoria de uma legislação que aumentou a pena para quem mata uma mulher e defendeu políticas de creche, saúde, contraturno escolar, trabalho e acesso ao crédito como instrumentos de autonomia feminina.
Antônio Galvan (Avante) repetiu o primeiro programa eleitoral, citando apresentação de seu perfil como produtor rural e ex-presidente da Aprosoja Mato Grosso e Brasil, bem como a votação em 2022.
Na sequência, surge Carlos Fávaro (PSD) destacando ações do Governo Federal, de qual foi ministro, citando recursos para habitação, obras rodoviárias, Embrapa e a construção do Hospital Júlio Müller.
O ex-ministro ainda reforçou sua proposta para proibir plataformas de apostas e jogos como o “Tigrinho”, afirmando que o vício tem provocado endividamento e problemas familiares.
Ex-governador e ex-senador, Pedro Taques (PSB) adotou um tom mais duro contra instituições e autoridades nacionais. No programa, afirmou estar “de saco cheio” do cenário político brasileiro e defendeu mudanças na estrutura do Supremo Tribunal Federal.
O candidato aproveitou para citar o escândalo do Banco Master, citando o banqueiro Daniel Vórcaro. Como proposta, cita criação de mandato para ministros do STF e a definição de idade mínima para integrantes da Corte. Taques também criticou relações entre o sistema financeiro e autoridades públicas e prometeu atuar para “limpar” o Senado e o Supremo.
Mauro Mendes (União Brasil), por outro lado, teve a campanha associada ao legado de sua gestão como governador. O programa destacou investimentos na educação, principalmente na construção e modernização de escolas, tecnologia em sala de aula, material didático e uniformes.
A propaganda também explorou o desempenho do ex-governador nas pesquisas eleitorais, apresentando levantamentos em que Mauro aparece na liderança da corrida ao Senado.
