O agronegócio é uma das cadeias produtivas mais complexas
A rentabilidade no campo depende cada vez menos apenas do volume produzido e mais da eficiência de toda a cadeia que sustenta a atividade agropecuária. Segundo o analista Ricky Wu, o lucro do produtor está diretamente ligado à capacidade de integrar os diferentes elos que participam da produção, da gestão e da comercialização.
O agronegócio é uma das cadeias produtivas mais complexas e estratégicas da economia brasileira. Antes do plantio e depois da colheita, há uma estrutura que envolve pesquisa, inovação, crédito, insumos, assistência técnica, logística, armazenagem, comercialização, exportação e gestão.
Os números ajudam a dimensionar essa importância. Em 2025, o agronegócio representou 25,1% do PIB brasileiro e movimentou cerca de R$ 3,2 trilhões. As exportações do setor alcançaram o recorde de US$ 169,2 bilhões, equivalentes a 48,5% de tudo o que o Brasil exportou. Já a safra de grãos 2024/25 superou 345 milhões de toneladas, a maior da história do país.
O complexo soja respondeu por US$ 52,9 bilhões em exportações, enquanto as carnes somaram US$ 31,8 bilhões. Apesar do avanço em produção e vendas externas, a realidade dentro das propriedades segue marcada por margens mais apertadas.
Custos maiores com fertilizantes, defensivos, máquinas, combustível, armazenagem, juros e logística pressionam a rentabilidade em diversas regiões. Nesse cenário, produzir mais não significa necessariamente ganhar mais.
O desafio passa a ser a gestão. Além da produtividade por hectare, o resultado depende do controle de custos, do gerenciamento de riscos e da capacidade de criar valor ao longo de toda a cadeia, em uma atividade que movimenta trilhões e responde por quase metade das exportações brasileiras.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 08/09/2026 às 09:23h.
