Exportações recuam 27,1% em agosto;
O mercado de boi gordo em São Paulo começou a semana com cotações estáveis e poucos negócios. Segundo dados divulgados pela análise do informativo “Tem Boi na Linha” desta terça-feira (8), os frigoríficos ativos mantiveram as mesmas ofertas registradas na sexta-feira (4), enquanto as vendas de carne no fim de semana prolongado sustentaram os preços.
As escalas de abate atendiam, em média, nove dias. Segundo dados divulgados pela análise do informativo, o movimento das vendas de carne ajudou a manter as cotações mesmo diante do ritmo mais lento de negociações no início da semana.
No mercado externo, agosto apresentou queda no volume de carne bovina in natura exportada pelo Brasil. Segundo dados divulgados pela análise do “Tem Boi na Linha”, foram embarcadas 195,7 mil toneladas no mês, com média diária de 9,3 mil toneladas.
O volume representou queda de 27,1% em relação a agosto de 2025, que registrou o melhor desempenho para o mês em toda a série histórica.
Apesar da retração no volume, o preço médio da tonelada avançou 10,1% na comparação anual e chegou a US$ 6,2 mil. O faturamento, porém, recuou 19,7% ante agosto de 2025 e somou US$ 1,2 bilhão, refletindo o menor volume embarcado.
Segundo dados divulgados pela análise do informativo, agosto teve o pior desempenho do ano em volume exportado e foi o primeiro mês desde fevereiro de 2025 a registrar embarques abaixo de 200 mil toneladas.
No acumulado de janeiro a agosto, entretanto, o desempenho permanece positivo. Segundo dados divulgados pela análise do “Tem Boi na Linha”, o Brasil exportou 1,9 milhão de toneladas de carne bovina no período, volume 4,7% superior ao registrado no acumulado de 2025.
A composição dos principais mercados compradores também mudou em agosto. A China perdeu a liderança mensal e ficou na terceira posição entre os destinos da carne bovina brasileira.
Segundo dados divulgados pela análise do informativo, os chineses absorveram 7,6% das exportações em agosto, atrás dos Estados Unidos, com 15,1%, e da Rússia, responsável por 9,5% dos embarques.
No acumulado do ano, porém, a China continua como principal compradora da carne bovina brasileira. Segundo dados divulgados pela análise do “Tem Boi na Linha”, o país responde por 46,3% das exportações realizadas de janeiro a agosto.
No mercado atacadista de carne com osso, o movimento também ganhou força com a virada do mês. Após um período de vendas fracas no varejo, o mercado se programou para o feriado de segunda-feira (7 de setembro), aumentando os pedidos para reposição de estoques.
Esse movimento impulsionou as cotações das carcaças casadas. Segundo dados divulgados pela análise do informativo, a carcaça casada do boi capão subiu 0,2%, equivalente a R$ 0,05 por quilo.
A cotação da carcaça casada do boi inteiro avançou 1,8%, ou R$ 0,40 por quilo. Para as carcaças casadas das fêmeas, a alta também foi de 1,8%, equivalente a R$ 0,40 por quilo.
O mercado de proteínas alternativas acompanhou o movimento de valorização. Segundo dados divulgados pela análise do “Tem Boi na Linha”, a cotação do frango médio subiu 8,6%, ou R$ 0,58 por quilo.
Já a cotação do suíno especial avançou 1,3%, equivalente a R$ 0,10 por quilo.
O cenário desta terça-feira combina estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo, escalas de abate próximas de nove dias e recuperação do movimento no atacado de carne com osso. No mercado externo, apesar da queda nas exportações de agosto, o acumulado do ano permanece acima do registrado em 2025.
Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 08/09/2026 às 16:42h.
