Redação do GD
A aeronave que caiu e matou 3 pessoas em Água Boa (730 km de Cuiabá) havia sido adquirida há aproximadamente 4 meses por um novo proprietário, segundo as informações levantadas pela Polícia Civil durante as primeiras diligências. O avião, conforme a investigação preliminar, não possuía registro perante as autoridades de aviação brasileiras. O dono estaria a bordo com outras 2 pessoas, mas as identidades ainda não foram confirmadas.
De acordo com o delegado de Água Boa, Carlos Alberto Silva, também não foi localizado, até o momento, um plano de voo válido relacionado ao deslocamento realizado no dia do acidente. As informações levantadas apontam ainda que a aeronave permanecia anteriormente em um hangar no aeródromo de Goiânia e estaria sem condições de voo.
Na manhã de quinta-feira (10), o proprietário e outras duas pessoas teriam embarcado no avião e decolado de Goiânia. O destino da aeronave ainda não foi esclarecido.
A Polícia Civil trabalha para esclarecer a situação documental do avião, identificar oficialmente as 3 pessoas que estavam a bordo, descobrir qual era o destino do voo e entender as circunstâncias que levaram à queda.
Até o momento, não foram encontrados indícios de que a aeronave estivesse transportando drogas ou qualquer outro tipo de carga ilícita. A investigação também deverá verificar eventuais responsabilidades relacionadas à aeronave, incluindo a situação do registro e as condições em que o avião teria realizado o voo.
As diligências continuam para esclarecer todas as circunstâncias do acidente, identificar formalmente a aeronave e as vítimas e determinar a dinâmica da queda.
Acidente
A equipe da Delegacia de Água Boa foi acionada por volta das 8h30 para atender a ocorrência. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar também estiveram no local, onde realizaram o isolamento da área e o combate às chamas, que consumiram praticamente toda a aeronave.
Na sequência, equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil compareceram ao local para os primeiros trabalhos periciais e o levantamento das informações necessárias à apuração do acidente.
Devido à intensidade do incêndio e às condições em que a aeronave foi encontrada, inicialmente não foi possível realizar a identificação das vítimas nem confirmar a identificação da própria aeronave.
