No primeiro semestre de 2026, as vendas de máquinas recuaram
O mercado global de máquinas agrícolas atravessa um período de desaceleração, pressionado pela queda da renda no campo, pelo aumento dos custos de produção e pelos impactos de eventos climáticos extremos. Apesar de a demanda potencial por novas tecnologias permanecer elevada, produtores de diferentes países têm reduzido ou adiado investimentos.
Segundo Mariateresa Maschio, presidente da FederUnacoma, o encarecimento de matérias-primas e fertilizantes, associado aos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, soma-se à redução da produtividade agrícola provocada pelas mudanças climáticas. A entidade também destaca efeitos sobre erosão do solo, instabilidade de áreas produtivas e infraestrutura hídrica.
“2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado e confirma uma tendência que vem se mantendo há décadas, responsável pela ocorrência cada vez mais frequente de eventos meteorológicos e climáticos extremos”, indica.
No primeiro semestre de 2026, as vendas de máquinas recuaram 14% nos Estados Unidos, 10% no Canadá e 16% no Brasil, onde foram comercializadas cerca de 20 mil unidades. A Europa registrou leve alta de 1,5%, embora Alemanha, França e Itália tenham apresentado retração. A Turquia teve queda de 55%, enquanto a Índia avançou 41%, com 685 mil unidades.
“Dessa perspectiva, o valor da EIMA International se destaca ainda mais claramente”, concluiu, “como uma plataforma de negócios capaz não apenas de reunir todos os componentes das cadeias agroindustriais de todas as partes do mundo, mas também de facilitar o compartilhamento de informações e estratégias para a inovação na agricultura.”
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 19/09/2026 às 07:27h.
