O interesse pela cultura também tem impulsionado ações de capacitação
A canola vem ampliando sua presença nas lavouras de inverno e se consolidando como alternativa ao trigo, com avanço expressivo de área, rentabilidade e benefícios para a rotação de culturas. No Rio Grande do Sul, o cultivo passou de 56 mil hectares em 2022 para 353 mil hectares em 2026, segundo a Emater/RS, crescimento de 530% em quatro anos.
Adaptada às condições de clima e solo do estado, a oleaginosa apresenta rendimento médio de 30 sacas por hectare, ou 1,8 mil quilos. O ganho pode superar R$ 2 mil por hectare, sem considerar custos fixos, resultado que chega a ser três vezes maior que o obtido com o trigo. A expectativa é de expansão superior a 50% da área já na próxima safra.
O interesse pela cultura também tem impulsionado ações de capacitação. O Vip Tour de Canola 2026, promovido pela Agrofel em parceria com a Nufarm, percorreu cerca de 500 quilômetros, reuniu mais de 400 produtores e somou 50 horas de cursos técnicos no estado.
“Mais do que levar informação ao produtor rural, o circuito confirma o interesse por esta nova alternativa produtiva e as oportunidades de um mercado aquecido para quem está disposto a inovar”, pontuou Rômulo Bremm, COO da Agrofel, empresa que, desde 2023, trabalha no fomento à canola no Rio Grande do Sul.
Além da rentabilidade, a cultura favorece o sistema de produção. A colheita, geralmente realizada até outubro, facilita o preparo das áreas para a soja. A canola também mantém o solo coberto no inverno, contribui para interromper ciclos de pragas e deixa matéria orgânica para formação de palhada no plantio direto.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 29/09/2026 às 02:30h.
