A metodologia vem sendo ampliada para outras regiões e mercados
A eficiência da pulverização agrícola depende de fatores como qualidade da água, preparo da calda, escolha dos adjuvantes e regulagem dos equipamentos. O controle dessas etapas pode reduzir perdas de insumos e riscos de deriva, além de melhorar a deposição dos produtos nas lavouras.
Criado a partir de demonstrações realizadas em 2019, na região de Londrina (PR), o programa Aplicação Certa, da Agrocete, já alcançou mais de 400 mil hectares no Brasil. A iniciativa leva às propriedades testes práticos de pH, diluição, espuma, homogeneização da calda, formação de gotas e potencial de deriva, considerando as condições reais de cada operação.
Ensaios conduzidos pela AgroEfetiva, em Botucatu (SP), mostraram que, em determinadas combinações de calda e pontas de pulverização, o adjuvante GRAP SUPER GUN SR reduziu em 19,65% e 58,63% a proporção de gotas inferiores a 100 micrômetros, associadas ao maior risco de deriva.
“Por meio das demonstrações, o produtor consegue observar diferenças que nem sempre são perceptíveis durante uma pulverização convencional, visualizando como diferentes escolhas deitas durante a aplicação interferem no resultado final, tanto em aspectos como tipo e tamanho de gotas, quanto na escolha dos próprios adjuvantes, que devem contar com referências técnicas que deem respaldo às funcionalidades atribuídas a eles”, explica Pedro Lima, coordenador de Desenvolvimento de Tecnologia de Mercado Sul do Brasil e LASE da Agrocete.
A metodologia vem sendo ampliada para outras regiões e mercados. Em Rio Verde (GO), a revendedora SoAgro registrou aumento de 56% no volume utilizado de produtos da Agrocete ligados à tecnologia de aplicação após a adoção do programa.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 07/10/2026 às 02:59h
