Mauro Mendes e Cláudio Ferreira: dois grandes vitoriosos das eleições deste ano em Mato Grosso (Foto – Arquivo)
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Se alguns políticos tradicionais saíram derrotados das eleições do último domingo (veja reportagem publicada na edição de sexta-feira, 9), outros foram grandes vitoriosos. Em Rondonópolis, o prefeito Cláudio Ferreira (PL) demonstrou grande força política, se destacando como uma forte nova liderança.
Elegeu a esposa, Alessandra Ferreira (Podemos) como deputada estadual, apoiou o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), e ainda viu o ex-prefeito Zé Carlos do Pátio (PV) amargar uma baixa votação e não se eleger para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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O seu próprio correligionário, mas que virou desafeto político, senador Wellington Fagundes, que disputou o governo do Estado, teve uma baixa votação em sua cidade natal.
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A eleição termina com uma demonstração de poder político do prefeito de Rondonópolis. Além de eleita, a primeira-dama Alessandra ainda obteve 40.801 votos só em Rondonópolis, sendo a mais votada na cidade para o legislativo estadual e estreia na política com uma grande vitória nas urnas.
Além disso, Cláudio decidiu apoiar Otaviano Pivetta, do Republicanos, peitando o próprio partido PL ao não apoiar Wellington Fagundes ao governo do Estado, mesmo sob ameaça de expulsão pelo presidente regional da sigla, o Ananias Filho. Também foi contrário a dobradinha do PL ao Senado com Janaina Riva (MDB), que acabou não sendo eleita, enquanto o eleito José Medeiros (PL) teve o seu total apoio.
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O prefeito sai vitorioso e com força política para buscar a reeleição em 2028 e se despontar como uma forte liderança para disputar o governo do Estado em 2030, na sucessão de Pivetta, que não poderá disputar a reeleição.
Já em Mato Grosso, o maior vitorioso nesta eleição foi o ex-governador Mauro Mendes (União). Além de ser eleito senador com a maior votação (1.187.352 votos), conseguiu eleger sua esposa Virginia Mendes (União) para a Câmara Federal, e reelegeu o seu vice-governador em dois mandatos, Otaviano Pivetta, que desde o mês de abril o substituía no Palácio Paiaguás.
Mauro Mendes também peitou a família varzeagrandense Campos no União. Bancou o apoio do partido a Pivetta, aprovando a coligação no diretório regional, enquanto Jayme Campos, que queria candidatura própria ao governo nem mesmo foi para a disputa eleitoral e o seu irmão deputado estadual Júlio Campos (além de ser recordista em eleições no Estado como prefeito, governador, deputado federal e senador), com 18.517 votos acabou não se reelegendo, ficando fora da Assembleia Legislativa.
