BP Money/História de Carolina Alves
O Bolsa Família começa a pagar os novos valores nesta segunda-feira (19), após o governo federal anunciar um reajuste de 15,04%. Com a mudança, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691. Além disso, os adicionais destinados a crianças, adolescentes, gestantes e mães que amamentam também aumentaram.
O reajuste segue o Decreto nº 13.120, de setembro de 2026, e considera a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto deste ano. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777.
No entanto, o valor final varia conforme a composição familiar. Por esse motivo, os beneficiários devem conferir o extrato para identificar possíveis diferenças e entender como o governo calculou o pagamento.
Quem tem direito ao Bolsa Família?
O programa atende famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Entretanto, o cadastro não garante o recebimento automático, já que o governo também analisa os critérios de elegibilidade.
Para manter o benefício, as famílias precisam atualizar os dados cadastrais e cumprir as exigências do programa. Entre elas, estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, a vacinação e o acompanhamento pré-natal, quando necessário.Vídeo relacionado: Bolsa Família reajustado começa a ser pago com mínimo de R$ 697 (Dailymotion)
Com o reajuste, os valores passam a ser:
- R$ 691: valor mínimo garantido por família;
- R$ 164: benefício por integrante da família;
- R$ 173: adicional por criança de até sete anos incompletos;
- R$ 58: adicional para gestantes, mães que amamentam e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos.
O governo calcula o pagamento conforme as características de cada família. Assim, quando o benefício por integrante não alcança o piso de R$ 691, uma parcela complementar garante o valor mínimo. Os adicionais seguem as regras específicas do programa.
Como contestar erros no Bolsa Família?
Quem receber um valor diferente do esperado deve consultar o extrato e verificar a composição do benefício. Afinal, alterações no cadastro, na renda ou no número de integrantes da família podem modificar o pagamento.
Caso encontre alguma divergência, o beneficiário deve procurar os canais oficiais da Caixa Econômica Federal ou do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Se o problema continuar, a família pode buscar atendimento no setor responsável pelo Bolsa Família ou pelo CadÚnico no município.
Além disso, é importante guardar extratos, comprovantes de atualização cadastral e protocolos de atendimento. Os documentos podem ajudar a esclarecer possíveis erros e facilitar a revisão do benefício.
Segundo Renato Galdino, advogado da DAP Advocacia, especialista em Direito Civil, Direito do Consumidor e Direito de Família, os beneficiários também podem solicitar esclarecimentos sobre bloqueios e cancelamentos.
“O beneficiário deve conferir o valor recebido e verificar se ele corresponde à composição familiar e aos benefícios a que tem direito. Se houver divergência, o primeiro passo é procurar os canais oficiais para entender o motivo”, orienta.
O advogado acrescenta que, diante de um bloqueio ou cancelamento considerado indevido, a família deve solicitar uma revisão administrativa. Dependendo da situação, também pode buscar orientação jurídica.
Pagamentos do Bolsa Família começam nesta segunda (19)
O calendário de outubro começa com os beneficiários que possuem Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1. Já na terça-feira (20), o governo libera os valores para quem tem NIS final 2.
A partir de quarta-feira (21), o pagamento será unificado para os demais beneficiários, com NIS terminado de 3 a 0. Segundo o governo, a antecipação busca reduzir os impactos previstos do fenômeno climático super El Niño.
Os beneficiários devem evitar links suspeitos e mensagens que prometem liberar parcelas mediante pagamento de taxas. O governo não exige depósitos para regularizar o Bolsa Família.
Dessa forma, a orientação é consultar apenas os canais oficiais e nunca compartilhar senhas, códigos de acesso ou informações bancárias com desconhecidos.
