Outro ponto de atenção são as pulverizações agrícola
O retorno das chuvas às regiões produtoras de soja marca uma etapa importante para a safra 2026/27, mas exige cautela antes do início da semeadura. Segundo Hugo Maruchi, engenheiro agrônomo da Sell Agro, a precipitação isolada não garante umidade suficiente no solo para assegurar a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas.
Em estados como Mato Grosso, a irregularidade das chuvas, associada às altas temperaturas, pode comprometer o estabelecimento das lavouras. Quando a água atinge apenas a superfície do solo, as sementes podem iniciar a germinação e enfrentar déficit hídrico logo depois, provocando emergência desuniforme e falhas no estande.
Por isso, a recomendação é verificar a umidade na profundidade de semeadura e acompanhar as previsões meteorológicas antes de iniciar o plantio. O planejamento também deve incluir a dessecação prévia e o monitoramento de plantas daninhas e insetos.
Outro ponto de atenção são as pulverizações agrícolas. Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar favorecem a evaporação das gotas, enquanto ventos intensos aumentam o risco de deriva e perdas durante as aplicações.
Conforme o especialista, a escolha dos horários, a regulagem dos pulverizadores e a utilização adequada de adjuvantes podem contribuir para melhorar a deposição dos produtos. A avaliação das condições de cada área é fundamental para reduzir riscos e preservar o potencial produtivo da soja. “O uso adequado de adjuvantes, associado à escolha dos horários mais favoráveis e à regulagem correta do pulverizador, pode ajudar a melhorar a deposição dos produtos no alvo e reduzir perdas. O acompanhamento técnico é importante para definir a estratégia mais apropriada para cada situação”, destaca Hugo Maruchi, engenheiro agrônomo e representante técnico de vendas (RTV) da Sell Agro.
Por Leonardo Gottems
26/10/2026 00h00 · Fonte: Agrolink
