Parecer do Mapa é consultivo; proposta será analisada pela Camex em 10 de novembro
A proposta de elevar o imposto de importação de defensivos agrícolas encontrou resistência de entidades rurais, preocupadas com o custo dos insumos. A maioria dos integrantes da Câmara Temática de Insumos Agropecuários do Ministério da Agricultura rejeitou o pedido na sexta-feira, mas a decisão sobre as tarifas segue pendente.
A solicitação da Abifina, associação da indústria de química fina, prevê elevar de zero para 8% ou 10%, por 12 meses, o imposto sobre fipronil, glufosinato de amônio, tebutiurom e triclopir. A discussão reuniu 44 entidades. CNA, Aprosoja, Abrapa e Aenda estiveram entre as organizações contrárias ao aumento.
O parecer da câmara é consultivo e não altera os tributos cobrados. A manifestação orienta a posição do Ministério da Agricultura no Comitê de Alterações Tarifárias da Camex, que deve analisar o pedido em 10 de novembro. Sem unanimidade, o tema seguirá ao Gecex.
Em outra frente, o Sindiveg, sindicato da indústria de defensivos, pediu tarifas de até 35% sobre determinados defensivos genéricos formulados. A proposta ainda não tem data definida para deliberação. A indústria instalada no Brasil argumenta que os custos de fabricação e a concorrência dos importados, sobretudo chineses, comprometem sua competitividade.
As entidades rurais alertam que a tributação pode ser repassada ao agricultor em um cenário de endividamento elevado e margens reduzidas. A discussão também envolve a dependência de ingredientes ativos importados por fabricantes nacionais.
Em sentido contrário aos aumentos, a Aenda solicitou reduzir de 7,2% para zero a tarifa de determinados inseticidas formulados em embalagens de até 7,5 quilos. O objetivo é equiparar a tributação à das embalagens maiores, já isentas. A análise também está prevista para 10 de novembro.
Por Leonardo Gottems
07/11/2026 10h25 · Fonte: Agrolink
