São muitas as doenças que afetam a soja. Atualmente, além da ferrugem, os produtores enfrentam outras doenças como mancha-alvo, antracnose, oídio e podridões – Foto: Nadia Borges
A Kynetec Brasil destaca que o uso de Fungicidas na soja tornou-se um manejo essencial para a cultura no Brasil, especialmente após a chegada da ferrugem asiática em 2001. Desde então, os produtores adotaram defensivos para proteger o potencial produtivo das lavouras. Ao longo dos anos, a estratégia de controle evoluiu, com aumento na frequência das aplicações, maior uso de misturas de tanque com diferentes modos de ação e diversificação das ferramentas empregadas.
Atualmente, além da ferrugem, os produtores enfrentam outras doenças como mancha-alvo, antracnose, oídio e podridões, com desafios específicos em cada região. Segundo o estudo FarmTrak Soja, realizado com mais de 3.500 agricultores, nas últimas duas décadas houve uma significativa evolução no pacote de soluções utilizadas. Inicialmente, o mercado era dominado por dois grupos químicos: Estrobilurinas + Triazóis (45%) e Triazóis (42%).
Com o tempo, a necessidade de controle mais eficiente e o surgimento de novas tecnologias levaram ao aumento da relevância de carboxamidas, triazolintionas e fungicidas multissítios, como ditiocarbamatos e ifostalonitrilas. Mais recentemente, os biológicos começaram a ser incorporados ao manejo, reforçando a diversificação das estratégias de controle.
“Com o passar dos anos, a ampliação dos desafios e o surgimento de novas soluções, vemos o ganho de relevância dos produtos a base de carboxamidas, triazolintiona e dos multissítios em geral (ditiocarbamatos, ifostalonitrila e outros), além da mais recente introdução dos biológicos junto ao manejo. Através do FarmTrak Soja 24/25, que estará disponível a partir de maio, seguiremos acompanhando a evolução desta e outras dinâmicas do principal mercado brasileiro”, conclui.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 28/02/2025 às 06:20h.