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Acordo amplia comércio, mas mantém barreiras ao agro

O acordo amplia o acesso do mercado europeu

A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco relevante nas relações comerciais internacionais, ao envolver dois grandes blocos econômicos com interesses distintos e assimetrias produtivas evidentes. A análise é apresentada por Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa, em artigo que avalia impactos, resistências e perspectivas do entendimento firmado após décadas de negociação.

O acordo amplia o acesso do mercado europeu para produtos manufaturados e alimentos de maior valor agregado, enquanto abre espaço para a expansão das exportações agropecuárias do Mercosul. Apesar disso, o texto ressalta que não se trata de um livre comércio pleno, uma vez que persistem fortes resistências do setor agropecuário europeu, especialmente em países como França, Irlanda e Polônia, mesmo diante das salvaguardas incluídas no tratado.

Entre os principais argumentos europeus estão a alegada assimetria de padrões ambientais e sanitários, os custos de produção mais baixos no Mercosul, o risco de desmatamento e preocupações com soberania alimentar. O autor sustenta que muitos desses pontos não se confirmam na prática, destacando a existência de regras sanitárias internacionais comuns, a diferença entre proibição e não registro de defensivos agrícolas e o avanço brasileiro em produtividade, gestão e sustentabilidade.

O texto também aponta que a competitividade do agronegócio brasileiro decorre de vantagens naturais, escala e eficiência, e não de concorrência desleal. No campo ambiental, são apresentados dados que mostram elevada preservação de vegetação nativa no Brasil e a baixa proporção do território ocupada por lavouras, em contraste com países europeus. Além disso, são citados mecanismos do próprio acordo e regulações europeias que impedem a importação de produtos associados ao desmatamento.

A avaliação final indica que, embora o acordo traga benefícios iniciais mais imediatos para exportadores europeus, o maior potencial de longo prazo está no agronegócio do Mercosul, ainda que limitado por cotas e salvaguardas. A implementação gradual tende a conduzir o comércio a um equilíbrio que preserve interesses de ambos os lados e permita trocas mais previsíveis e estruturadas.

Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 03/02/2026 às 02:59h.

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