A agropecuária passou a representar 3,3% das vagas com carteira assinada criadas no Brasil ao longo de 2025. O resultado nominal foi de 41,87 mil postos formais no setor, enquanto o saldo total do país fechou em 1,27 milhão de empregos formais, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado na quinta-feira (29/1) pelo Ministério do Trabalho.
Os empregos do agro representaram uma alta de 2,3% em relação a 2024, especialmente fora dos grandes centros urbanos. O desempenho acompanha o avanço de segmentos industriais associados ao agro, como a fabricação de produtos alimentícios, que criou 49,03 mil vagas ano passado. Contudo, entre produtores e empresários ouvidos pela reportagem há consenso de que a mão de obra no campo é um desafio para gestão do setor.
A agropecuária teve a menor participação relativa se comparada com outros segmentos monitorados pelo Caged. O setor de Serviços liderou a geração de vagas em 2025, com saldo positivo de 758,35 mil empregos (+3,29%), o comércio criou 247,09 mil postos formais (+2,3%), a indústria registrou saldo de 144,31 mil empregos (+1,6%), também puxada por segmentos ligados à produção e ao processamento de alimentos.
Entre os Estados, São Paulo liderou a geração de empregos formais, com 311,22 mil novas vagas (+2,17%), seguido por Rio de Janeiro, com 100,92 mil postos (+2,60%), e Bahia, que abriu 94,38 mil vagas (+4,41%).
CNN Brasil/Isadora Camargo
