Medida busca descurocratizar o setor.A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina – Foto: Divulgação
O governo argentino avançou na flexibilização das exportações de gado em pé ao revogar uma norma que impedia a comercialização desses animais para abate no exterior. A decisão foi oficializada com a publicação do Decreto 133/2025 no Boletim Oficial, eliminando a proibição vigente desde 1973. A medida atende à diretriz do Decreto 70/2023, que busca eliminar barreiras ao comércio exterior e garantir maior liberdade econômica.
O ministro de Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, destacou que a restrição foi criada para garantir o abastecimento interno, mas sua manutenção ao longo dos anos se tornou injustificável. Ele argumentou que a revogação abrirá novos mercados para a pecuária argentina, permitindo ao país competir com nações como Austrália, França e Canadá, que exportam bilhões de dólares em gado vivo anualmente. No Mercosul, Brasil e Uruguai já comercializam 750 mil e 250 mil cabeças por ano, respectivamente.
A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina, que atingiram um recorde de 629.949 toneladas em 2024, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior, segundo a CICCRA. No entanto, em dezembro, houve queda nas vendas devido à menor demanda da China, principal destino da carne argentina. Apesar da redução no volume exportado, o preço médio da tonelada subiu 13,5% no mês, alcançando US$ 5.168.
Sturzenegger também inseriu a medida em um contexto mais amplo de desburocratização do comércio exterior, mencionando outras restrições, como as aplicadas à exportação de couro, carvão e sucata. Ele agradeceu o apoio do Ministério da Economia e das secretarias responsáveis pela implementação da nova política, reforçando que a liberalização permitirá maior competitividade e crescimento para o setor agropecuário argentino.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 28/02/2025 às 11:05h.