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Banana brasileira busca competitividade no mercado mundial

Nordeste é responsável por quase toda a exportação brasileira

Apesar de ser o quarto maior produtor mundial de banana, o Brasil continua tendo no consumidor interno o principal e quase total destino para a fruta, ficando a exportação com pequena parcela da produção e inclusive apresentando redução recente. Com forte concorrência internacional de Índia, China e Indonésia, os produtores brasileiros encontram por ora na Europa o principal mercado externo e buscam inserção em outros. Tratando-se de variedades, a banana cavendish (nanica/caturra) é a única commodity, mas a banana-da-terra também encontra interessados. 

Conforme o diretor técnico da Abrafrutas, Edson Brok, os concorrentes internacionais, além da maior produção, possuem bananais específicos para atender às preferências dos importadores. No caso da banana-da-terra – também conhecida como plátano em alguns países -, há demanda, mas em baixas quantidades. “Há um apelo gourmet, mas não é uma variedade de volume. A cavendish é a commodity da banana.” No caso da prata, apesar de muito bem aceita internamente, não é relevante para a exportação.

Ainda segundo Brok, a banana é uma das culturas mais democráticas e pode ser encontrada em todas as partes do Brasil. O Nordeste, contudo, é responsável por quase toda a exportação brasileira – apesar de a variedade mais consumida naquela região ser a prata. “Os motivos são óbvios: o clima e também a facilidade logística. É como eu digo: tem mercado para todos os gostos.” Em fevereiro de 2025, um acordo com a União Europeia permitiu a exportação de bananas brasileiras para Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

Mesmo dispondo da segunda maior área cultivada no Mundo, com 453 mil hectares, o Brasil registra somente a quarta maior produção devido à baixa produtividade média dos bananais comparado com Índia, China e Indonésia. Por aqui, a média é de 15 toneladas por hectare, enquanto a Indonésia produz 60 toneladas por hectare. Com  o objetivo de de melhorar esse cenário, produtores e instituições de pesquisa investem em estudos experimentais visando aumentar o rendimento.

No Paraná, cuja produtividade média é de 19 toneladas por hectare, uma pesquisa feita pelo IDR-Paraná e pela Epagri/SC mostrou que a correta gestão de nutrientes e a aplicação de práticas como análise de solo e foliar podem incrementar o rendimento para mais de 50 toneladas por hectare. “Seja em sistemas de produção convencionais ou orgânicos, é importante identificar in loco os fatores de produção mais limitantes e a produtividade de cada pomar, a fim de estabelecer as ações e as melhores estratégias na tomada de decisão”, afirma o coordenador regional do IDR-Paraná, José Adriano Lima de Deus.

Gazeta
Publicado em 24/10/2025 às 15:01h.

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