Há também produtos que afetam diretamente a divisão e o crescimento celular
Os herbicidas utilizados no controle de plantas daninhas apresentam diferentes formas de atuação, que variam conforme os processos fisiológicos atingidos nas plantas. Segundo o Comitê de Ação à Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), compreender essas diferenças permite organizar os produtos em categorias e contribui para a definição de estratégias de manejo que preservem sua eficiência.
Uma das categorias reúne os herbicidas dependentes de luz, que afetam processos relacionados à fotossíntese. Esses produtos podem provocar a formação de espécies reativas de oxigênio ou inibir a biossíntese de clorofila e de outros pigmentos, comprometendo funções importantes para o desenvolvimento vegetal.
Outra categoria envolve a atuação sobre o metabolismo celular. Nesse caso, os herbicidas interferem em rotas essenciais à sobrevivência da planta, como a formação de ácidos graxos, açúcares e aminoácidos, além de processos responsáveis pela montagem dessas substâncias em biopolímeros.
Há também produtos que afetam diretamente a divisão e o crescimento celular. Seus mecanismos estão relacionados à síntese de ácidos nucleicos, à regulação hormonal e aos processos de divisão e formação de novas células. A interferência nessas etapas compromete o crescimento e o desenvolvimento das plantas atingidas.
A classificação ainda contempla herbicidas cujo mecanismo de ação é considerado desconhecido, quando o alvo fisiológico ou a forma de atuação não foi completamente esclarecida.
A identificação dessas diferenças é importante para o manejo de plantas daninhas, especialmente na diversificação das estratégias de controle. Mais do que separar produtos em grupos, conhecer seus mecanismos de ação ajuda a orientar decisões técnicas e a preservar a eficiência dos herbicidas ao longo do tempo.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 22/10/2026 às 14:14h.
