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Exportação de carne bovina do Brasil registra recorde em julho, aponta Secex

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) – A exportação de carne bovina in natura do Brasil, maior exportador global, atingiu um recorde de 276,9 mil toneladas em julho, no mês que antecedeu o tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, contra produtores brasileiros.

Os embarques superaram 16,7% as exportações do mesmo mês do ano passado, apagando o recorde anterior, verificado em outubro de 2024 (270,3 mil toneladas), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta quarta-feira.

Os embarques em julho precedem as tarifas anunciadas pelos EUA, o segundo maior mercado para a carne bovina do Brasil de janeiro a junho, segundo dados do Agrostat, sistema de comércio exterior do Ministério da Agricultura.

Alguns exportadores correram para exportar carne bovina antes da entrada em vigor do tarifaço, como foi o caso do Frigorífico Astra, no Paraná.

As taxas de 50% de Donald Trump impostas ao Brasil passaram a vigorar nesta quarta-feira. A carne bovina, assim como o café, não entrou na lista de isenções da taxa.

“Eu tenho contrato com cliente norte-americano, que a gente está embarcando esta semana porque não está efetivado ainda os 50%. O ‘transit time’ é em torno de 20 a 25 dias”, disse Diogo Oliveira, coordenador de Exportação do Frigorífico Astra.

Procurada, a Abiec, associação que representa os principais exportadores, afirmou que o recorde não pode ser atribuído à antecipação de embarques.

Para a Abiec, as vendas externas do Brasil já vinham registrando crescimento contínuo este ano, com a firme demanda dos principais importadores, como China, Estados Unidos, Chile e México.

No primeiro semestre, o Brasil enviou 181,4 mil toneladas de carne bovina para os EUA, que fica atrás da China como o principal destino.

O país exportou para os chineses 631,8 mil toneladas de carne bovina no primeiro semestre, conforme números oficiais.

Já a exportação de carne de frango in natura apresentou queda de 13,7% em julho, para 376 mil toneladas, uma vez que importantes destinos, como a China e a União Europeia ainda embargam totalmente o produto brasileiro, apesar de a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ter considerado o Brasil livre de gripe aviária após um caso que levou a uma série de proibições, no primeiro semestre.

OUTRAS COMMODITIES

As exportações de café verde do Brasil, por outro lado, recuaram 20,4% em julho em relação ao mesmo período do ano passado, para cerca de 161 mil toneladas, em meio a incertezas ao longo do mês sobre as tarifas dos EUA, principal destino dessa commodity brasileira.

Ao longo de julho, a colheita de café do Brasil avançou, amenizando uma situação de estoques baixos no maior produtor e exportador global, após exportações recordes no ano passado.

As exportações de soja aumentaram 9% em julho, para 12,3 milhões de toneladas, em ano que o Brasil escoa sua safra recorde, segundo os dados da Secex.

Já os embarques de açúcar registraram queda de 5%, para 3,6 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume foi o maior desde outubro de 2024, ano em que o Brasil registrou exportações recordes desta commodity.

Em 2025, a produção de açúcar do centro-sul está inferior ao mesmo período do ano passado, após chuvas que atrasaram a colheita de cana e também prejudicaram a qualidade da matéria-prima, conforme dados da Unica.

(Por Roberto Samora; com reportagem adicional de Ana Mano)

Reuters/História de Por Roberto Samora

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