A soja apresentou quadro mais equilibrado
Os mercados de grãos iniciam o dia atentos ao impacto dos estoques nos Estados Unidos, ao comportamento da demanda e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o milho concentra a maior pressão negativa, enquanto soja e trigo encontram fatores de suporte, embora ainda enfrentem limitações para uma recuperação mais consistente.
No milho, o relatório trimestral de estoques do USDA provocou forte movimento de vendas em Chicago. Os estoques em 1º de setembro chegaram a 53,2 milhões de toneladas, volume 35% superior ao registrado no ano anterior e acima das expectativas. Os contratos para dezembro recuaram mais de 4% e se aproximaram de US$ 5,00 por bushel. A pressão dos fundos ampliou as perdas, e o mercado agora observa se a demanda americana terá capacidade para absorver a maior oferta disponível. No Brasil, 29% da safra de verão foi plantada, acima da média histórica de 25%.
A soja apresentou quadro mais equilibrado. Os estoques trimestrais ficaram próximos das projeções e ligeiramente abaixo de 2025. O contrato para novembro fechou abaixo de US$ 12,95 por bushel, enquanto o USDA informou venda de 105 mil toneladas da safra 2026/27. Na China, o processamento semanal subiu para 2,52 milhões de toneladas, mas os estoques de soja e farelo também avançaram. No Brasil, o plantio chegou a 4%, em linha com a média histórica.
O trigo acompanha as oscilações externas após quedas recentes. Compras oportunistas e as restrições ao comércio no Mar Negro dão sustentação aos preços, em meio à continuidade das hostilidades entre Rússia e Ucrânia. Em sentido contrário, a valorização do dólar frente ao euro favorece a competitividade do trigo europeu. Entre os indicadores, o dólar opera a R$ 5,174, com queda de 0,81%, enquanto o petróleo WTI sobe 1,80%, a US$ 92,22.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 01/10/2026 às 09:02h.
