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Guerra já mexe no bolso do agro

O petróleo registrou forte alta desde o início da crise

A escalada das tensões no Oriente Médio já provoca reflexos mais amplos sobre mercados estratégicos e amplia a atenção do agronegócio para custos, clima e volatilidade. Segundo análise de Antonio Prado G. B. Neto, CEO da Pirecal calcário e consultor do agronegócio, o conflito entrou na terceira semana com sinais de duração maior do que a inicialmente esperada, afetando energia, logística, câmbio e commodities agrícolas.

O petróleo registrou forte alta desde o início da crise. O Brent chegou a USD 103 e o WTI alcançou USD 98, avanço próximo de USD 31 por barril em comparação ao período anterior às tensões. Com a energia mais cara, os efeitos se espalham rapidamente pela cadeia agroindustrial, sobretudo no transporte e na movimentação de insumos e produtos.

No frete marítimo, o bunker oil, combustível usado pelos navios, superou níveis observados nos momentos mais críticos da crise do subprime, em 2008, e da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022. O encarecimento amplia os custos de exportação de soja, milho, carnes, açúcar e café, além de pressionar a importação de insumos. Na prática, o impacto alcança traders, exportadores, indústria e produtor.

Ao mesmo tempo, o Brasil segue para uma safra robusta. O sexto levantamento da Conab projeta produção total de grãos em 353,4 milhões de toneladas, com 177,8 milhões de toneladas de soja e 138 milhões de toneladas de milho nas três safras. No cenário internacional, a suspensão das exportações de soja da Cargill para a China elevou a cautela do mercado, enquanto o milho avançou em Chicago, influenciado pela valorização do trigo.

O dólar também reagiu ao ambiente de incerteza e atingiu R$ 5,32. No clima, o Centro-Norte mantém bons volumes de chuva, enquanto o Sul registra precipitações menores. Para o segundo semestre de 2026, a confirmação gradual de um evento de El Niño reforça a necessidade de preparação agronômica, com atenção à construção do perfil de solo e ao uso de calcário para fortalecer a resiliência das lavouras.

Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 17/03/2026 às 02:59h.

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