Manejo de inverno reduz doenças na pecã
O período de inverno exige atenção dos produtores de nogueira-pecã para a realização de podas e do manejo preventivo de doenças nos pomares. A orientação é do coordenador técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Jaceguay Barros, que recomenda planejamento e acompanhamento técnico para aumentar a eficiência das operações e reduzir os riscos sanitários para a próxima safra.
Segundo Barros, o tipo de poda deve ser definido de acordo com a idade das plantas. Em pomares com árvores de até cinco anos, a recomendação é realizar a poda de formação, responsável por estruturar a copa e preparar a planta para a poda verde na primavera. “Já nas plantas entre seis e 12 anos, o objetivo é consolidar o eixo central, formar ramos laterais bem distribuídos e iniciar as podas de abertura da copa”, orienta.
Nas árvores adultas, com mais de 12 anos, a principal prática é a poda de abertura, que favorece a entrada de luz e melhora a circulação de ar no interior da copa. De acordo com o coordenador técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, essa atividade requer capacitação das equipes e dos produtores, já que representa um investimento importante e precisa ser executada corretamente para alcançar os resultados esperados.
Além das podas, Barros destaca que o tratamento de inverno é fundamental para reduzir a presença de esporos de fungos remanescentes da safra anterior. “A medida busca diminuir a pressão das doenças logo no início da brotação, especialmente em um ano com previsão de chuvas frequentes, condição que favorece a disseminação de patógenos”, alerta.
Entre os produtos utilizados nessa etapa estão a calda sulfocálcica e a calda bordalesa, aplicadas sobre troncos e ramos. O técnico ressalta que a pulverização deve seguir as dosagens recomendadas e ser realizada com equipamentos apropriados, além do uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs).
Barros também chama atenção para os cuidados com tratores e pulverizadores, já que os produtos empregados no tratamento são corrosivos. “A recomendação é empregar protetivos cerosos específicos para proteger as partes metálicas dos equipamentos, evitando o uso de óleo diesel, graxas ou outros derivados de petróleo, que podem danificar mangueiras e componentes de borracha, além de apresentarem risco de inflamabilidade”, ressalta.
Outra prática recomendada é a retirada dos galhos e ramos provenientes das podas. O material deve ser removido do pomar e encaminhado para trituração e compostagem, reduzindo a permanência de esporos no ambiente e diminuindo o potencial de ocorrência de doenças na safra seguinte. “A adoção conjunta dessas práticas fortalece a sanidade dos pomares e contribui para um desenvolvimento mais uniforme das plantas ao longo do ciclo produtivo”, reforça.
Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 28/07/2026 às 13:32h.
