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Manejo de gramíneas: erros que comprometem a produtividade

Equívocos podem ser evitados com ajustes no manejo agronômico

Foto: Divulgação / UFRA Belém

Falhas no planejamento, adubação inadequada, controle tardio de invasoras, sobrepastejo e ausência de reforma são erros frequentes no manejo de gramíneas forrageiras, comprometendo rendimento e sustentabilidade. Muitos desses equívocos poderiam ser evitados com ajustes no manejo agronômico.

Os principais erros no manejo de gramíneas

1 – Iniciar sem planejamento forrageiro e diagnóstico técnico

Um dos erros de base é estabelecer pastagens sem análise prévia de solo ou sem definir carga animal. Isso compromete a escolha de cultivares adaptadas às condições locais e pode acelerar a degradação. Levantamentos da Embrapa apontam que a ausência desse planejamento eleva riscos de baixa eficiência e longevidade dos pastos. 

Além disso, falhas no preparo do solo (como incorreta correção de acidez ou compactação não resolvida) reduzem a implantação e o estabelecimento adequado das plantas forrageiras.

2 – Adubação empírica ou desbalanceada

A aplicação de fertilizantes sem embasamento técnico — sem base em análise de solo e sem ajuste para cultivares — é outro erro frequente. Em muitos casos, aplica-se nitrogênio ou fósforo em doses inadequadas ou em momentos fora do ideal, o que resulta em massa vegetativa de baixo valor nutritivo ou favorece plantas invasoras. 

Os programas de bioinsumos do governo destacam que boa parte dos nutrientes aplicados se perde quando o manejo é inadequado. 

Em gramíneas cultivadas em sistemas exclusivos, os estudos mostram que a eficiência de recuperação de nitrogênio aplicado em cobertura pode variar muito dependendo do manejo adotado. 

3 – Controle tardio de plantas daninhas e invasoras

Muitas vezes o controle de plantas invasoras é realizado apenas quando a infestação já está avançada. Isso encarece o manejo e reduz a competitividade da gramínea forrageira. Relatórios técnicos do Ministério da Agricultura (MAPA) e da Embrapa recomendam práticas preventivas — como roçadas regulares, adubação equilibrada e manutenção da densidade do pasto — integradas ao manejo de pastagem. 

A presença de invasoras ocupa espaço, compete por luz e nutrientes, diminui a qualidade da massa vegetal e facilita o avanço da degradação.

4 – Sobrepastejo, compactação do solo e ausência de repouso

Talvez o erro mais tácito seja a lotação excessiva dos animais — superpastejo — e a ausência de períodos de descanso adequados. Isso impede a rebrota eficiente das gramíneas, deteriora o sistema radicular e compacta o solo, limitando infiltração de água e crescimento de raízes. 

O manejo de pastejo rotacionado, com ajuste da carga animal e controle do momento de entrada e saída nos piquetes, é apontado como estratégia essencial para evitar essas falhas. 

5 – Ignorar a necessidade de recuperação, reforma ou renovação

Pastagens degradadas exigem ações de recuperação ou reforma: correção de nutrientes, descompactação, ressemeadura ou introdução de novas cultivares. A ausência dessas intervenções em tempo oportuno reduzirá ainda mais a produtividade. 

A Embrapa indica que deixar de planejar essas reformas é um erro grave, pois a degradação se agrava com o tempo e pode inviabilizar a recuperação.

Por que esses erros são tão frequentes?

– Falta de capacitação técnica especialmente em pequenas propriedades.

– Pressão por produção imediata: muitos produtores não suportam períodos de “vedação” ou descanso.

– Custos agrícolas elevados, levando à priorização de medidas de curto prazo versus investimento em manejo.

– Dificuldade de acesso a serviços de análise de solo, assistência técnica ou recursos para correção.

– Impactos (externos) desses erros para o setor agropecuário

– Perda de produtividade: menores rendimentos de forragem por área e menor ganho animal por hectare.

– Redução da vida útil da pastagem: sem cuidados, o ciclo de degradação se acelera.

-Aumento de custos: intervenções corretivas mais intensas (reforma, adubação pesada, controle químico) tornam-se necessárias.

– Pressão ambiental: solo desnudo, erosão, menor retenção de água e impacto negativo na sustentabilidade dos ecossistemas agrícolas.

O que muda ao evitar esses erros?

Corrigir os erros comuns no manejo de gramíneas pode elevar a eficiência produtiva do sistema forrageiro, prolongar a durabilidade das pastagens e reduzir custos operacionais de manutenção. A adoção de práticas como análise criteriosa do solo, planejamento forrageiro com carga animal compatível, controle preventivo de invasoras, pastejo rotacionado e reformas estratégicas pode reverter tendências de degradação e assegurar a viabilidade econômica de médio e longo prazo

Agrolink – Aline Merladete
Publicado em 09/10/2025 às 13:46h.

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