Carne bovina no atacado registra novas máximas históricas
Após o feriado, o mercado paulista abriu a terça-feira com poucos negócios. Parte das indústrias permaneceu fora das compras, à espera de uma definição sobre o comportamento do mercado ao longo da semana. Com isso, as cotações do boi gordo não mudaram.
A oferta de animais para abate estava enxuta, mas os negócios ocorreram dentro das referências de mercado. Mesmo com o escoamento de carne bovina para o varejo, os frigoríficos mantiveram cautela nas compras. As indústrias que precisavam completar as escalas de abate, por outro lado, demonstraram maior atividade. De modo geral, as escalas atendiam, em média, a nove dias.
No mercado atacadista de carne bovina com osso, todas as categorias de carcaças tiveram valorização. Segundo dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha, o movimento foi sustentado pelo bom desempenho das vendas no varejo na semana anterior, impulsionadas pelo recebimento dos salários.
Além disso, os varejistas que se prepararam para o feriado de segunda-feira (12) anteciparam os pedidos para recompor os estoques. A menor disponibilidade de carcaças e a firmeza das cotações do boi gordo também contribuíram para sustentar os preços. A carcaça casada do boi capão e a do boi inteiro subiram 1,1%, com alta de R$ 0,25 por quilo. Os produtos foram negociados a R$ 25,00/kg e R$ 24,55/kg, respectivamente.
Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca também registrou valorização de 1,1%, ou R$ 0,25/kg, alcançando R$ 24,00/kg. Já a carcaça da novilha subiu 2,0%, com acréscimo de R$ 0,25/kg, e chegou a R$ 24,55/kg.
A carcaça casada do boi capão igualou o maior preço da série histórica, registrado anteriormente na penúltima semana de abril de 2026. As demais categorias, que já haviam alcançado recordes nas semanas anteriores, continuaram renovando as máximas históricas. Para o curto prazo, a expectativa apresentada pelo informativo era de continuidade da firmeza do mercado.
No mercado de proteínas alternativas, os preços também avançaram. Segundo dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha, o frango médio teve valorização de 1,1%, equivalente a R$ 0,08/kg, e foi cotado a R$ 7,58/kg. O suíno especial apresentou alta mais expressiva, de 8,4%, ou R$ 0,80/kg, chegando a R$ 10,30/kg. O indicador de frango médio considera o peso médio da linhagem em um lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74%. Já o suíno especial corresponde ao animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha.
Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 13/10/2026 às 14:59h.
