Na soja, Chicago acompanha o clima nos Estados Unidos
Os mercados agrícolas iniciam esta quinta-feira com movimentos mistos, influenciados por oferta, clima, demanda externa e logística. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo abriu em alta pelo segundo dia consecutivo, sustentado por dificuldades de escoamento no Mar Negro e pela menor disponibilidade do cereal norte-americano.
No Brasil, os preços do trigo seguem em leve valorização. Na quarta-feira, as cotações avançaram 0,28% no Paraná e 0,05% no Rio Grande do Sul.
Na soja, Chicago acompanha o clima nos Estados Unidos e o ritmo das compras chinesas. A China adquiriu um carregamento de soja brasileira para setembro, enquanto a Sinograin voltou a buscar produto dos Estados Unidos para novembro e dezembro. Outros compradores procuram farelo, soja e óleo de palma no mercado internacional.
O mercado espera que o relatório semanal do USDA indique vendas de 150 mil toneladas da safra antiga e cerca de um milhão da nova safra. As previsões apontam chuva e temperaturas mais altas no leste e centro dos Estados Unidos. No Brasil, as vendas seguem lentas, com 150 mil toneladas negociadas na última sessão e 500 mil na semana.
Na China, foram vendidas 334 mil toneladas de soja das reservas estatais. A moagem semanal foi estimada em 2,33 milhões de toneladas, e os estoques portuários subiram para 7,5 milhões.
O milho opera em alta nesta manhã, em recuperação após as quedas dos dois dias anteriores. No Brasil, os preços recuaram 0,48% no dia e acumulam baixa de 0,60% no mês. Em Paranaguá, havia apenas compradores. O mercado encontra suporte na menor produção esperada na União Europeia e nas incertezas sobre os embarques ucranianos pelo Mar Negro. O dólar futuro era cotado a R$ 5,1555, com queda de 0,31%. O Brent subia 1,29%, a US$ 80,37 por barril, e o índice dólar avançava 0,06%.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 06/08/2026 às 08:32h.
