Em Londres, o robusta também perdeu força
Os preços do café recuaram na última semana, pressionados por uma perspectiva mais favorável para a oferta global, embora estoques ajustados e condições climáticas irregulares ainda limitem movimentos mais intensos de baixa. Segundo a StoneX, o período entre 21 e 25 de julho foi marcado pela divulgação do relatório Coffee: World Markets and Trade, do USDA, que reforçou a expectativa de um superávit mundial próximo de 10 milhões de sacas em 2026/27.
A projeção de uma produção recorde, sustentada principalmente pela recuperação da safra brasileira, aumentou a pressão sobre os contratos futuros e consolidou um viés baixista no mercado. Mesmo assim, o cenário físico segue relativamente apertado, fator que ajuda a conter perdas mais fortes e mantém a atenção sobre a disponibilidade efetiva do produto.
Outro elemento de influência foi a liquidez reduzida nas bolsas. As margens elevadas exigidas pela ICE limitaram a participação dos operadores e contribuíram para que a volatilidade permanecesse acima da média histórica. Com menos negócios, as oscilações continuaram sensíveis às mudanças nas expectativas de oferta e às incertezas relacionadas ao clima.
No mercado de arábica, o contrato com vencimento em setembro de 2026 encerrou a sexta-feira, dia 24, cotado a 313,80 centavos de dólar por libra-peso em Nova Iorque. O valor representou queda de 4,4% na semana e marcou o segundo recuo semanal consecutivo.
Em Londres, o robusta também perdeu força. O contrato para setembro de 2026 terminou o período a US$ 3.757 por tonelada, com baixa de 3,0%. O resultado interrompeu uma sequência de seis semanas consecutivas de valorização e refletiu a mudança de direção provocada pelas melhores perspectivas para a produção mundial.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 03/08/2026 às 02:00h.
