Os ganhos foram sustentados pelos ataques entre EUA e Irã
Os ganhos foram sustentados pelos ataques entre EUA e Irã – Foto: Pixabay
Os preços de petróleo e derivados recuaram no fim da semana, mas ainda acumularam ganhos diante das tensões no Oriente Médio e das restrições ao transporte marítimo. Segundo análise da StoneX, a pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã reduziu parte do prêmio de risco nos contratos futuros.
O Brent mais ativo encerrou a sessão de 24 de julho a US$ 96,78 por barril, queda de 3,88%, após superar US$ 100 pela primeira vez desde maio no pregão anterior. O WTI fechou a US$ 89,31 por barril, recuo de 3,12%. Mesmo com a baixa diária, o Brent avançou cerca de 10% na semana, enquanto o WTI subiu 8,3%.
Os ganhos foram sustentados pelos ataques entre EUA e Irã, pela redução do tráfego no Estreito de Ormuz e pela declaração dos Houthis de bloqueio naval a tanqueiros sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb.
No diesel, o diferencial entre Heating Oil e Brent caiu 4,6% na semana, para US$ 78,80 por barril. A alta do petróleo e o aumento dos estoques de diesel nos Estados Unidos pressionaram o crack spread, embora o indicador siga em níveis historicamente elevados. A redução das reservas na região ARA e em Singapura continua dando suporte ao diferencial.
Na gasolina, o RBOB mais ativo na Nymex terminou a sexta-feira, dia 24, a US$ 3,41 por galão, baixa de 0,6% ante o dia 17. O crack spread RBOB/Brent caiu cerca de 16% na semana, de US$ 54,40 para US$ 45,50 por barril. O movimento acompanha a sazonalidade após o pico da temporada de viagens, mas a queda dos estoques globais mantém o indicador 137% acima do nível de 2025. No Brasil, a subvenção foi prorrogada por mais 30 dias.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 03/08/2026 às 02:59h.
