A partir desse reconhecimento, o monitoramento constante torna-se essencial
O bicho-mineiro segue como uma das pragas mais persistentes e prejudiciais à cafeicultura. Presente em praticamente todas as regiões produtoras, o inseto se destaca pela ampla disseminação e pelo potencial de causar perdas expressivas nas lavouras. As lagartas se desenvolvem dentro das folhas, formando minas que provocam queda foliar principalmente no terço superior das plantas e podem reduzir a produtividade em até 72%, conforme o nível de infestação.
O gerente da cultura de café da FMC, Luís Grandeza, explica que o manejo eficiente começa pela correta identificação do inseto. Na fase adulta, trata-se de uma pequena mariposa de coloração cinza prateada, com cerca de 5 a 6 milímetros de envergadura. As fêmeas depositam ovos na face superior das folhas e, após a eclosão, as lagartas penetram no interior do tecido foliar, onde se alimentam e formam as lesões típicas da praga.
A partir desse reconhecimento, o monitoramento constante torna-se essencial. O produtor deve observar a presença de ovos, minas vivas recentes e mariposas que levantam voo ao toque nas plantas. O controle químico deve ser realizado de forma preventiva, com no máximo 3% de minas vivas nas folhas. Em viveiros e áreas recém-plantadas, onde há menor quantidade de folhas, o manejo deve começar logo após a observação dos primeiros adultos.
“O bicho-mineiro na fase adulta é facilmente reconhecido por ser uma pequena mariposa de cor cinza prateada, que mede de 5 a 6 mm de ponta a ponta das asas e cerca de 2 a 3 mm de comprimento corporal. As fêmeas depositam seus ovos na face superior das folhas, que servem de alimento exclusivo para as lagartas. Assim que eclodem, elas penetram diretamente no interior das folhas e consomem o tecido entre as duas epidermes, formando as lesões características”, explica.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 06/03/2026 às 02:15h.
