Avanço da praga em Santa Catarina leva Estado a intensificar vigilância
A presença recente do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) em áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul elevou o nível de atenção das autoridades sanitárias. Embora ainda não haja confirmação da praga em território gaúcho, o cenário regional acendeu o sinal de alerta.
Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o potencial de impacto da planta é elevado, com perdas que podem atingir até 79% na soja e 91% no milho. Mais do que identificar possíveis focos, a estratégia adotada pelo Estado buscou atuar diretamente na prevenção. Durante a mobilização, equipes do Departamento de Defesa Vegetal percorreram propriedades, coletaram amostras e reforçaram orientações técnicas aos produtores.
De acordo com levantamento da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, foram realizadas oito coletas de materiais suspeitos, que seguem para análise em laboratório oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária. A iniciativa também incluiu ações de comunicação, como entrevistas em rádios locais e encontros com sindicatos rurais, ampliando o alcance das informações no campo.
“O trabalho desenvolvido foi excelente. Além das vistorias, conseguimos ampliar a conscientização dos produtores e fortalecer a rede de vigilância”, afirmou o fiscal estadual agropecuário Alonso Duarte de Andrade.
Alta capacidade de disseminação preocupa técnicos
O comportamento agressivo do caruru-gigante é um dos principais fatores de preocupação. A espécie compete diretamente com culturas agrícolas e apresenta características que dificultam o controle. “O crescimento rápido e a alta agressividade fazem com que a planta produza até um milhão de sementes por indivíduo, o que facilita sua disseminação. Outro fator preocupante é a resistência a herbicidas”, explicou o agrônomo e fiscal Rodrigo Rubenich.
Esse conjunto de fatores aumenta o risco de infestação e eleva os custos de manejo nas lavouras.
Prevenção passa por manejo e controle de máquinas
Entre as principais medidas recomendadas está o uso de sementes certificadas e a atenção ao trânsito de máquinas agrícolas entre regiões.
Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, a limpeza e sanitização de equipamentos são essenciais para evitar a entrada de sementes contaminadas no Estado.
A estratégia de combate não se limita a ações pontuais. A tendência é de intensificação da vigilância em todo o território gaúcho. De acordo com levantamento da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, a fiscalização de espécies de caruru será permanente, com foco na detecção precoce.
“É importante que os produtores sejam nossos parceiros, inspecionando suas lavouras e comunicando qualquer suspeita imediatamente”, destacou Deise Feltes Riffel, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.
Agrolink – Aline Merladete
Publicado em 23/04/2026 às 15:53h.
