Entre os principais componentes das despesas está o diesel
O agronegócio brasileiro deve movimentar cerca de R$ 1,37 trilhão em 2026, segundo projeção do Ministério da Agricultura e Pecuária para o Valor Bruto da Produção. Desse total, aproximadamente R$ 895 bilhões devem vir das lavouras. Em um setor dessa dimensão, cada item de custo impacta diretamente a rentabilidade das propriedades, especialmente nas operações altamente mecanizadas.
Entre os principais componentes das despesas está o diesel, essencial para o funcionamento de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas. Em fazendas de médio e grande porte, os gastos com combustível, lubrificantes, manutenção e operação de máquinas podem alcançar valores milionários ao longo de uma safra. Nesse cenário, o controle do consumo passa a ser tratado como estratégia de gestão.
Com esse objetivo, a Agrotis estruturou um modelo de gerenciamento de combustíveis em parceria com a Nuntec. A solução utiliza sensores instalados nas bombas e na frota agrícola para identificar a máquina e o operador autorizado no momento do abastecimento. Caso um veículo não cadastrado ou uma pessoa sem permissão tente utilizar a bomba, o sistema bloqueia a operação.
Ao final do abastecimento, o volume de litros é registrado automaticamente, junto com data, horário, operador e identificação do equipamento, além do horímetro da máquina. As informações são enviadas em tempo real para a Plataforma Agrotis, onde passam a integrar o módulo de gestão da propriedade e permitem análises sobre consumo e desempenho dos equipamentos.
“O combustível é um dos maiores custos da lavoura. Ter visibilidade total sobre esse consumo significa proteger margem, melhorar planejamento e dar previsibilidade ao negócio. Em um cenário de margens cada vez mais pressionadas, informação precisa é vantagem competitiva”, conclui o consultor da Agrotis, Tiago Miguel Jarek.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 12/03/2026 às 02:30h.
