A colheita norte-americana alcançou 17% da área
O mercado da soja iniciou a semana com recuperação parcial em Chicago, avanço do plantio no Brasil e atenção redobrada às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos reagiram após as fortes perdas da sessão anterior, sustentados por cobertura de posições e pelo ritmo da colheita nos Estados Unidos abaixo do esperado.
A colheita norte-americana alcançou 17% da área, ante 12% na semana anterior e expectativa de 20% dos operadores. O USDA manteve em 58% a parcela das lavouras em condições boas ou excelentes, enquanto 75% das áreas já apresentavam perda de folhas. O óleo de soja também ajudou na recuperação do grão, mas a falta de novos negócios com a China limitou o movimento.
No Brasil, o plantio da safra 2026/27 chegou a 3,9% da área prevista, acima dos 3,5% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 3,6% dos últimos cinco anos. Nos estados do Sul, os temporais aumentaram o risco de excesso de umidade e podem reduzir as janelas para entrada das máquinas. No Paraná, o avanço acelerado do plantio e a retenção do produtor ajudam a limitar a oferta disponível.
Em Mato Grosso, a baixa umidade ainda restringe a semeadura em parte das áreas, enquanto Mato Grosso do Sul enfrenta calor e distribuição irregular das chuvas. No MATOPIBA, a queda de Chicago também não provocou aumento expressivo da oferta. O cenário mantém os produtores mais cautelosos nas vendas, sobretudo entre aqueles sem necessidade imediata de caixa, enquanto compradores testam preços menores sem conseguir ampliar de forma significativa o volume negociado.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 30/09/2026 às 08:32h.
