Março Lilás: campanha reforça a prevenção ao câncer do colo do útero
Especialistas destacam a importância da vacinação contra o HPV e da realização do exame preventivo
O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero — uma das doenças que mais afetam mulheres no Brasil. A mobilização busca informar a população sobre formas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.
O câncer do colo do útero é um tumor caracterizado pela multiplicação desordenada de células na parte inferior do útero, conhecida como colo, localizada no fundo da vagina. A principal causa da doença é a infecção persistente pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano), transmitido principalmente por meio de relações sexuais.
De acordo com especialistas, a maioria das pessoas entra em contato com o HPV ao longo da vida, mas, na maior parte dos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente. No entanto, quando a infecção persiste por vários anos, podem surgir lesões que, se não tratadas, evoluem para o câncer. O tabagismo também é apontado como um fator de risco, pois facilita a permanência do vírus no organismo.
Um dos principais desafios no combate à doença é o fato de que, em sua fase inicial, o câncer do colo do útero geralmente não apresenta sintomas. Em estágios mais avançados, podem surgir sinais como sangramentos fora do período menstrual, corrimentos e dor. Esses sintomas, no entanto, também podem estar associados a outras condições, sendo fundamental procurar atendimento médico ao identificá-los.
A boa notícia é que a doença pode ser prevenida. A vacinação contra o HPV, recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, é uma das principais formas de proteção. Além disso, o uso de preservativos ajuda a reduzir o risco de transmissão do vírus, embora não ofereça proteção total.
Outra medida essencial é a realização do exame preventivo, conhecido como Papanicolau, que permite identificar alterações nas células do colo do útero antes que se transformem em câncer. O exame é simples, rápido e deve ser feito por mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual. Após dois resultados consecutivos normais, o intervalo entre os exames pode ser de até três anos.
Especialistas ressaltam que, antes dos 25 anos, o exame não é indicado de rotina, pois o câncer nessa faixa etária é raro e as lesões causadas pelo HPV costumam regredir espontaneamente. Já após os 64 anos, o exame pode ser suspenso caso haja histórico de resultados normais recentes, embora o acompanhamento ginecológico continue sendo importante.
A vacina contra o HPV e o exame preventivo estão disponíveis gratuitamente nas unidades básicas de saúde. Profissionais de saúde alertam que, além de realizar o exame, é fundamental retornar à unidade para buscar o resultado e dar continuidade ao acompanhamento, se necessário.
A campanha Março Lilás reforça que a informação e a prevenção são as principais aliadas na redução dos casos e na promoção da saúde da mulher.
Redação: srpnews.com.br
Jornalista: Sebastião Rodrigues
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Fonte: GOV.BR | Categoria Saúde
